Meus antigos arquivos com publicação na virada do século sobre frases imortais no futebol, criadas por pessoas já falecidas.
Mário Viana, um dos introdutores em análises sobre arbitragem no rádio brasileiro, há várias décadas, e o modelo foi copiado pela mídia eletrônica.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 1 (AFI)- Frases imortais no futebol. Ao remexer meus antigos arquivos deparo com publicação na virada do século sobre frases imortais no futebol, criadas por pessoas já falecidas, uma delas o carioca e carequinha Mário Viana, um dos introdutores em análises sobre arbitragem no rádio brasileiro, há várias décadas, e o modelo foi copiado pela mídia eletrônica.
Viana foi um árbitro malcriado, truculento e desafiava qualquer valentão para sair no braço. Foi criativo e inventor da bem ajustada palavra para caracterizar jogador em posição de impedimento: ‘baaaaanheeeeira…’
Esse trissílabo ecoava de forma estridente na voz dele através dos radinhos de pilha que torcedores levaram ao Estádio do Maracanã. E por que banheira? Na banheira, ensaboado, você fica sozinho.
NELSON RODRIGUES, FANTÁSTICO
Nelson Rodrigues foi jornalista, poeta, teatrólogo e declaradamente torcedor do Fluminense. Quando o seu clube estava enroscado em campo, clamava pelo ‘sobrenatural de Almeida‘, personagem do ‘além’, para empurrá-lo à vitória.
Décadas passadas, locutores de rádio tinham mais criatividade. Um dia um sábio comparou a junção do ângulo superior da trave como o lugar onde a coruja dorme, para superestimar gols marcados naquela situação, um bordão que ‘colou’, sem que surgisse qualquer contestação.
O frasista Nenê Prancha jamais poderia imaginar que ao definir o futebol como ‘caixinha de surpresa’ estava criando uma frase secular. É dele também a citação que o pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube.
FRASES DE TÉCNICOS
Foi o treinador Diede Lameiro quem criou a frase ‘todos os cartolas calçam 40’, mensagem que mostra os mesmos defeito, rezam a mesma cartilha e falam o mesmo idioma, enquanto o também técnico Oto Glória, na passagem pela Portuguesa, em meados dos anos 70 do século passado, repetia com frequência a frase ‘sem ovos não se faz omelete’.
Era uma alusão que sem jogadores qualificados o comandante não coloca em prática os seus conceitos, porém os mais antigos citam que a frase foi copiada do treinador Gentil Cardoso.
Quando criticado pelo ‘rei’ Pelé, por atuações inconsistentes na Seleção Brasileira de 1998, na Copa de Ouro do México, o ex-centroavante Romário retrucou com frase que viralizou:
‘Que Deus abençoe os pés desse cidadão, porque quando fala só sai besteira, ou melhor, só sai merda”.
Pelé, educadamente, evitou polemizar.
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