Blog do Ari: Faltou atitude para Alemão conquistar a torcida da Ponte Preta

Atacante não mostrou a transpiração cobrada pelos torcedores

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Ah se a maioria dos ‘sarrinhos’ tivesse a pitada de criatividade como o comentário do parceiro pontepretano Guilherme! Ao alinhavar uma espetada aqui e outra acolá ele também me colocou neste angu e por isso vamos ‘conversar’ exatamente sobre o atacante Alemão da Macaca.

Antes, porém, cabe recapitulação da mensagem: ‘Parabéns ao Santos que ganhou do segundo melhor time da América do Sul e vai ser o campeão paulista! Parabéns ao Red Bull que já subiu é se consolidou de vez como o SEGUNDO time de Campinas. Parabéns ao Guarani que com os ídolos Fabinho, Medina e Douglas está conseguindo fugir de rebaixamento e permanecer na fortíssima A2. Parabéns ao Vadão porque fez milagre com esse time de perneta! Parabéns ao Ari por reconhecer o seu erro de dar apoio ao fraco e lamentável futebol de Alemão!

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Guilherme, qualquer avaliação sobre o atacante Alemão passa necessariamente por dois caminhos. Ele pode até não ser um baita jogador de ‘linha’, como se dizia antigamente, mas está longe de ser um cabeçudo.

E por que alterna algumas boas partidas e desaparece totalmente em outras? No período do treinador Sidney Moraes ele ficava isolado no ataque, a bola quase não chegava, ou chegava quadrada. Claro que naquelas circunstâncias só conseguem sobreviver velocistas que puxam contra-ataques, ou exímios cabeceadores, visto que após o meio de campo a bola já era alçada desesperadamente à área adversária.

Como Alemão não é uma coisa, nem outra, o isentei de críticas na ocasião. Projetei que a chegada do treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, serviria de ‘combustível’ para que se definisse como o atacante esperado pela torcida.

NÃO QUIS

Eis a questão: Alemão não quis ser ajudado. Impossível jogar na Ponte Preta se movimentando como se fosse um veterano, sem ralar o calção na grama.

E por que esta morosidade? Sei lá eu. Seria preciso acompanhar o cotidiano do jogador pra identificar o real problema. Joga no peso? Trabalha fisicamente como manda o figurino? Se empenha devidamente nos treinos com bola? Como reage fora de campo? Tem plena consciência que jogar na Ponte pesa mais a transpiração de que a inspiração?

A clareza que Alemão transmite é de jogador sem a cara da Ponte Preta. Por vezes leva o jogo em ritmo de rachão.

Como lhe foi dada uma segunda chance para se enquadrar nos parâmetros exigidos pelo clube, claro está que não soube aproveitá-la, e questiona-se a validade de uma terceira oportunidade.

A rigor, ficando ou não, Alemão deveria se definir como meia-atacante e requerer do comandante que dispute posição em qualquer equipe neste setor, Está claro que centroavante ele não é. E atacante pelos lados do campo muito menos, porque não é jogador de velocidade.

Portanto, Guilherme, admito erro de avaliação sobre a postura de Alemão em campo. Supunha que se condicionasse adequadamente para fazer aquilo que sabe e não fez.

Alemão ainda não se conscientizou que a chave do sucesso passa pela junção capacidade e querer. O problema é que faltou o querer.