Blog do Ari: Fala oportuna de Dado Cavalcanti e ‘antivírus’ de Juninho Paulista
Novo treinador da Ponte mostra um pouco de sua filosofia de trabalho
Claro que ainda há rescaldo do título paulista conquistado pelo Ituano, mas no âmbito doméstico, em Campinas, a fala do treinador Dado Cavalcante, apresentado como sucessor de Oswaldo Alvarez na Ponte Preta, nesta segunda-feira, chamou atenção e vamos debatê-la.
Cheguei de surpresa à Redação do FI nesta segunda-feira e fui logo questionando o editor Élcio Paiola, o radialista Edinho Campos e o publicitário Luiz Carlos Zarpelon se, exceto aspectos táticos da decisão paulista, o que também teria chamado atenção.
Tive que romper o silêncio e adaptar a questão: “Qual o ‘antivírus’ que o gestor do Ituano, Juninho Paulista, adquiriu pra ficar imune de eventual contaminação na final paulista?
Gente, passou despercebido da maioria que a coisa mais fácil do mundo seria prejudicarem o Ituano, e ele não foi prejudicado nesta final.
Vou além: se o árbitro Raphael Claus quisesse teria expulsado o meio-campista Esquerdinho, do Ituano, ainda no primeiro tempo.
Ele já havia recebido cartão amarelo por jogo violento e voltou a fazer falta dura, típica de outro amarelo, que resultaria no vermelho. Lembram-se?
E cá pra nós: o Ituano bateu demais no primeiro tempo e igualmente não seria exagero se ocorresse pelo menos uma expulsão.
Quem é calejado neste negócio chamado bastidores do futebol de certo há de convir que o antivírus arrumado por Juninho Paulista foi extremamente potente. O trabalho de bastidores para não prejudicarem o seu Ituano de certo foi muito bem feito, e sabe-se lá por quem.
Alô cartolinhas de futebol que sequer dominam o cotidiano: aprendam um pouco de bastidores com o Ituano. Descubram aonde conseguir o mesmo antivírus potente.
DADO CAVALCANTE
O que mais chamou atenção na primeira fala do treinador Dado Cavalcante como profissional da Ponte Preta foi a cobrança de mobilidade de seus atletas. A exigência é para quem toca a bola se apresente incontinenti para recebê-la, dando opção para prosseguimento às jogadas.
Inconscientemente ou não, a fala teve direção certa: o meia Adrianinho. Ele toca e fica. Não evolui, não é condutor de bola. É aquele meia à moda antiga que só enfia a bola. E enfia com enorme incidência de erro.
Não antecipo absolutamente nada sobre o trabalho de Dado Cavalcante. Não me impressiono pelos números conquistados no Mogi Mirim. Permitam-me observar o trabalho dele durante um mês e depois avalio a real capacidade profissional.





































































































































