Ficou claro o dedo do técnico Carlo Ancelotti no Brasil. Escalou certo, posicionou bem seus jogadores e estudou o adversário.
O técnico do Brasil estudou detalhadamente o adversário, e adotou o modelo de jogo capaz de surpreendê-lo. Deu tudo certo.
Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 25 (AFI) – Se até então eu não havia feito uma referência tática do treinador Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, agora, nesta robusta goleada sobre a Escócia por 3 a 0, cabe sim destacá-lo.
Primeiro porque estudou detalhadamente o adversário, e adotou o modelo de jogo capaz de surpreendê-lo.
Teve a percepção da hesitação e morosidade dos defensores escoceses na saída de bola de trás, e colocou em prática forte marcação sobre o adversário.
Isso implicou em três ‘roubadas’ de bola, que originaram três gols, um deles invalidado injustamente ainda durante o primeiro tempo.

Posicionou o atacante Vini Júnior por dentro, ora como ponta-de-lança, ora como centroavante, e não como atacante de beirada, como estava ocorrendo.
Por que fez isso?
Para que Vini Júnior, ao receber o passe mais perto da área adversária, pudesse concluir as jogadas, em vez do posicionamento pelo lado esquerdo do campo.
Falta ajustar para que não insista com a individualidade, ao se desvencilhar do primeiro marcador.
LIBERDADE PARA BRUNO GUIMARÃES
Sabiamente, Ancelotti deu liberdade para que o volante Bruno Guimarães ocupasse aquele espaço de ala, pelo lado direito, função que deveria ser atribuída a Danilo.
No entanto, ele já não tem a intensidade ofensiva de outrora, e assim pensou-se em outra alternativa.
E deu resultado esta iniciativa, com participação de Bruno Guimarães em lances agudos no ataque, de forma que Danilo pudesse fechar os espaços por dentro, quando o Brasil perdesse o controle da bola.
Assim, Danilo exerceu a função de coadjuvante do volante Casemiro, na marcação.
Esses são alguns aspectos de um comportamento do conjunto, e com completa validade contra um adversário bem inferior, como Escócia.

BURACOS NO MEIO DE CAMPO
Bom, e contra uma seleção que coloca em prática velocidade no arranjo de jogadas ofensivas?
Ficou claro, durante o segundo tempo contra a Escócia, desgastes físicos de jogadores brasileiros como Paquetá, por exemplo.
Consequentemente, isso resulta em mais espaços para o adversário trabalhar a bola, como ocorreu na quarta-feira.
Eis a questão: e contra um adversário que saiba tirar proveito disso, e disponha de atacantes talhados em finalizações?
ZAGUEIROS LENTOS
Esse capítulo precisa ser cuidadosamente estudado por Ancelotti, para neutralização do adversário, até porque o Brasil não dispõe de zagueiros rápidos nos confrontos diretos, casos de Marquinhos e Gabriel Magalhães.
Enfim, é o que se tem para o momento.
Vamos aguardar para ver até aonde o Selecionado Brasileiro possa chegar.
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