Blog do Ari: Estágio do Ituano é melhor; vitória sobre a Ponte foi justíssima
Compartimentos do time pontepretano ainda precisam ser ajustados
Antes de qualquer comentário sobre a derrota da Ponte Preta de virada para o Ituano por 3 a 1, na noite desta quarta-feira no Estádio Moisés Lucarelli, é preciso um resgate dos três jogos anteriores já sob o comando do treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, com vitórias sobre Corinthians, Comercial e São Paulo.
Se diante do Corinthians não houve tempo pra trabalhar e um dos ajustes feitos pelo treinador foi trocar com sucesso o fraco Gabriel pelo rápido Ademir, diante do Comercial foi alertado sobre a estreita convivência com a instabilidade até que Vadão tenha um mínimo de tempo para treinar e colocar em prática a sua real filosofia.
Na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, foi citado que a Ponte Preta teve méritos ao saber se defender e jogar em cima dos erros do adversário.
Claro que a pontuação obtida naqueles três jogos encobriram claras limitações da equipe, que poderão ser minimizadas ou superadas com trabalho técnico e tático.
Há jogadores que oscilam na equipe. Ferrugem, Silvinho e Rossi foram exemplos típicos diante do Ituano. Jogaram mal.
O volante Alef é um reserva que precisa melhorar o passe e se conscientizar que lançamentos e chutes ao gol adversário não faz parte de seu perfil.
CÉSAR E SACOMAN
Ficou reafirmado que a zaga, quando exposta, é vulnerável. Funciona num padrão relativamente aceitável observando-se postura fechada da equipe, de forma que alguém fique sempre na sobra.
César ainda é jovem e pode corrigir defeitos de posicionamento, marcação, alongamento desnecessário de bola, e se aventurar ao ataque imprudentemente.
Difícil Sacoman corrigir posturas. Jogador experiente, como ele, bastaria cercar o adversário que tentava dominar a bola de costas. Não. Cometeu falta desnecessária, desconsiderando que Ânderson Sales, do Ituano, é um exímio cobrador. Conclusão: gol de falta e empate por 1 a 1.
O placar, ao final, não foi esticado para 4 a 1 porque Rafael Silva perdeu gol feito ao chutar a bola em cima do goleiro Daniel, da Ponte, cara a cara.
E a Ponte, o que criou ao longo da partida? Só o lance do pênalti convertido pelo atacante Alemão, que, a rigor começou com lançamento dele para Ademir, derrubado na área.
No primeiro tempo, o jogo foi truncado porque as duas equipes concentraram forte marcação no meio de campo. O Ituano, ao trabalhar melhor a bola e contar com o bom jogador Paulinho, se aproximou mais da área pontepretana.
O lateral pontepretano Ferrugem, bem marcado, não progredia pela lado direito. Pela esquerda, Magal ratificou o equívoco em sua contratação. Não é criativo quando ataca e deixa buracos na marcação.
Com o fraco Tchô na suposta organização, Alemão abusou do direito de buscar a bola e assim faltou força ofensiva para o time.
BLITZ
Não bastasse este quadro, o Ituano colocou em prática uma verdadeira blitz na saída de bola da Ponte logo no início do segundo tempo. E esta marcação sob pressão induziu o time da casa ao erro na saída de bola ou então exigiu que fosse ‘quebrada’, entregando-a de graça ao Ituano, para que recomeçasse as jogadas.
Aí, com contundente presença ofensiva e generosidade da zaga pontepretana, o Ituano construiu com méritos a vitória em pleno Estádio Moisés Lucarelli.
Se a defesa do time de Itu tenta compensar as limitações com raça, do meio de campo pra frente o time é compacto, trabalha a bola com bom índice de acerto e mostrou que seu estágio é superior ao da Ponte Preta.





































































































































