Blog do Ari: Esforcem para evitar erro na escolha do novo técnico do Guarani

Escolha do bom e barato é preponderante

A historiadora Joaquina Pires atribui ao escritor e filósofo italiano Tito Livio a criação do dito popular de que ‘a voz do povo é a voz de Deus’ no ano de 59 a.C. Pois após milênios a expressão continua mais viva do que nunca e sensibilizou o presidente do Guarani, Álvaro Negrão, a rever os seus conceitos e ouvir o clamor da multidão que pedia ‘fora Pugliese’.

Se Negrão já havia ensaiado o discurso para um suposto ‘dia do fico’ do treinador Tarcísio Pugliese nesta sexta-feira, a voz de Deus – que é a do povo – sobrepujou a vontade dele.

Assim, em respeito à posição declarada da torcida, da boa governança e obediência aos princípios democráticos pregados quando assumiu a presidência, Negrão tomou a sábia decisão de troca de comando da comissão técnica do Guarani.

Troca de chumbo entre Pugliese e vices do Guarani à parte, este caso é uma página virada. Portanto, não se fala mais nisso. A questão é quem vem para o trabalho do Campeonato Paulista da Série A2 de 2014?

A pista do perfil do pretendido por Negrão passa necessariamente por um profissional identificado com o lançamento de garotos da base. E aí cabe a pergunta: o trabalho na base foi tão qualificado e capaz de abastecer de imediato o Departamento de Futebol Profissional?

Se a resposta for sim, ótimo. Do contrário, não adianta soltar a molecada ainda em formação aos leões da segundona só pra justificar lançamento de ‘pratas da casa’, ou economia de orçamento. O ideal é ‘subir’, se muito, uns quatro ou cinco meninos aptos a integrarem o grupo de profissionais.

O Guarani precisa, sim, trazer um treinador com vasto conhecimento da boleirada espalhada no país, para distinguir com precisão aonde está o jogador bom e barato. Aquele que chega como promessa e cresça junto com o time.

O mesmo se aplica ao supervisor, cargo recém criado pelos dirigentes. Não queiram trazer um profissional apenas por sido ex-jogador do clube.

Bom jogador do passado é uma coisa, vocação para exercício do cargo é outra bem diferente.