Blog do Ari: Escolha múltiplos assuntos para o empate entre Corinthians e São Paulo
Tricolor pressionou mais e esteve mais perto da vitória
Não faltam assuntos para se discutir no empate sem gols entre São Paulo e Corinthians na tarde deste domingo, no Estádio do Morumbi. Talvez o principal deles será a perda de mandos do tricolor paulistano nesta reta de chegada do Campeonato Brasileiro.
Policiais militares têm mais é que sentar a bota em briguentos torcedores são-paulinos que provocaram toda encrenca.

Tudo começou porque soltaram dois morteiros em diferentes alvos. Primeiro para atingir a torcida do Corinthians; depois em policiais.
Os ‘caras’ são tão desmiolados que ainda quiseram enfrentar o policiamento, preocupado inicialmente em dispersá-los.
Como os briguentos foram avançando, não restou outra alternativa aos PMs a não ser sentar a borracha mesmo. Deu gosto conferir um policial cobrir a costa de um fortão com os cassetetes, após o estúpido tê-lo agredido.
Pela desordem, inevitavelmente o São Paulo será punido e decidirá a sua sorte na competição longe da capital paulista.
ROGÉRIO CENI
Sobre o jogo em si, os temas são diversos. Vai gerar discussão a teimosia do goleiro Rogério Ceni em insistir nas cobranças de pênaltis. É o quarto consecutivo que ele perde. E só não deve ser criticado com contundência porque praticou defesa dificílima em cabeçada do zagueiro Paulo André.
Outro fato que merece avaliação é como se desperdiça oportunidades reais de gols. No primeiro tempo, o meio-campista Maicon, do São Paulo, subiu totalmente livre dentro da área para cabecear e não conferiu. Igualmente Ademílson, quase que da mesma posição, chutou fraco exatamente onde o goleiro Cássio estava posicionado.
Como explicar, também, como o atacante corintiano Emerson, na cara de Rogério Ceni, finalizou de três dedos e colocou a bola vai para fora?
Futebol continua reservando surpresas. Até a metade do segundo tempo o Corinthians estava acuado, se defendendo, e sequer conseguia organizar o contra-ataque. Aí o treinador Tite se tocou que o seu time parecia atuar com dez jogadores e trocou o inoperante Danilo pelo lateral Diego Macedo, com atribuição dele tirar o time de trás quando pegasse a bola.
Deu certo. Foi aí que o Corinthians respirou, equilibrou o jogo e criou chances até para sair vencedor da partida.

NÓ TÁTICO
Por fim, quem prestou bastante atenção do jogo observou que o treinador são-paulino Muricy Ramalho deu o chamado nó tático em seu adversário Tite.
O aparente 3-5-2 do São Paulo se transformou até a metade do segundo tempo num 2-6-2. Por que? Porque o terceiro zagueiro, Paulo Miranda, sem função lá atrás, se posicionou como se fosse lateral-direito, e assim empurrou o ala Douglas mais à frente.
Com esta estratégia, Muricy segurou os laterais corintianos Alessandro e Fábio Santos, evitou que os três volantes escalados por Tite – Guilherme, Edenílson e Ralf – saíssem com a bola, e só se preocupou com a esperteza de Romarinho sobre Paulo Miranda, que o marcava.
Assim, de forma compacta, com boa movimentação dos jogadores, velocidade nas jogadas, o São Paulo chegou às imediações da área do Corinthians a todo instante.
Aí, realmente faltou ao São Paulo qualidade aos jogadores de ataque para complementação das jogadas. Aloísio corre muito e pensa pouco. Admílson é jogador de altos e baixos, mais baixos do que alto.





































































































































