Blog do Ari: Erros de planejamento fazem Guarani patinar na Série A2

Derrota em Catanduva minaram as chances de acesso

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Acabou mais um sonho do torcedor bugrino após derrota para o Catanduvense por 3 a 2 na manhã deste sábado em Catanduva. Evidente que não se poderia cobrar o acesso à Série A1 do Campeonato Paulista a qualquer custo, até porque a situação financeira do Guarani não permite investimentos que pudessem resultar em retorno inquestionável.

Convenhamos, entretanto, que o fraco nível técnico desta Série A2 permite a qualquer clube brigar pelo acesso sem grandes investimentos. Para isso é preciso errar o mínimo possível. Como diz o radialista Carlos Batista, da Rádio e TV Bandeirantes-Campinas, não adianta acertar o tiro na mosca, é preciso acertar o olho da mosca.

E como acertar o olho da mosca se na diretoria do clube não há um dirigente sequer com plena visão de futebol? E isso cabe aos atuais e dissidentes dirigentes, hoje na oposição.

Um dos erros de planejamento foi apostar em ídolos do passado com projeção de que mantivessem o rendimento.

0002048170580 imgFumagalli, Fabinho e Douglas, atéquando no Guarani?Foto: Carlos Guerreiro

FABINHO E FUMAGALLI

Enquanto os cartolas festejavam a volta do atacante Fabinho, lembrei que ele havia sido um fiasco nas partidas que havia assistido dele pelo Criciúma.

A rigor, já que Fabinho disse ao microfone da Rádio Bandeirantes-Campinas que assume a sua parcela de responsabilidade, porque a torcida depositava confiança no futebol dele, a maneira prática de justificar a palavra é com gesto. E o gesto mais adequado é passar na secretaria do clube e requerer seu desligamento. Em momento algum ele justificou o investimento feito.

Quem analisa futebol racionalmente não se deixa enganar apenas pela batida na bola do meia Fumagalli, um ex-jogador de futebol em atividade.

A ‘mobilidade’ dele em campo é de um jogador categoria máster. Assim, considere como relativa a parcela de acerto nos lances de bola parada. Quem cobra todos escanteios e faltas de seu time têm que mostrar o mínimo de aproveitamento, correto?

Se o bugrino clama por um jogador em campo apenas para bater na bola, então que requisite o hoje comentarista Zenon. Com certeza, mesmo aos 60 anos de idade, o ex-meia bugrino ainda se movimenta mais que Fumagalli e pega melhor na bola.

DOUGLAS

Ainda sobre os veteranos, recontrataram o goleiro Douglas no escuro. Basearam exclusivamente naquilo que ele representou e não pelo estágio atual, quando falha clamorosamente. Neste sábado ele comprometeu o time em dois dos três gols sofridos pelo time bugrino.

As falhas de Douglas vão além dos gols do Catanduvense. Em dois lances consecutivos, a partir dos 21 minutos do segundo tempo, ‘bateu roupa’ em bola morta, e em seguida saiu mal do gol e ficou torcendo para que Fabinho, do Catanduvense, não chegasse na bola.

Está claro, portanto, a falta de dirigentes talhados na busca de informações adequadas de jogadores pautados para recontratação. Sendo assim, o adequado seria tercerizarem o futebol para quem é do ramo.

MEDINA

Reprovável, também, a renovação de contrato do lateral-direito Medina, que havia sucumbido com times perdedores montados pelo Guarani.

Cobra-se de Medina pelo menos melhor condição física. Ele estava sem pernas no segundo tempo, sem que tivesse feito o constante vaivém no primeiro tempo.

Alô Departamento de Educação Física do Guarani: não foi só o Medina que ‘morreu’ em campo no segundo tempo. Cadê a cobrança por mais comprometimento do grupo de jogadores?

E na lateral-esquerda, gente! Que erro crasso esta contratação de Jefferson, que nem ataca, nem defende. E joga no Guarani. Pode?

Também tem culpa no cartório o treinador Márcio Fernandes. Pra não me alongar nas restrições, restrinjo-me apenas a uma interrogação: por que a escalação do fraco atacante Giba?

OUTRAS FALHAS

Nas partidas que assisti do Guarani não observei nada mais do que aplicação dos jogadores. Em momento algum mostrou a cara de time com relativa qualidade para postular acesso.

Subiria mais pela incompetência dos outros de que propriamente por seus méritos.

No primeiro gol do Catanduvense, o atacante Robson fez a parede ao receber a bola e o seu companheiro Fabinho encostou para receber o passe livre de marcação.

Por que isso? Porque quem desempenhava a função de volante, caso de Diego Souza, não acompanhou a jogada.

E os gols do Guarani? Nada de criação. Um foi contra do zagueiro Nilo; outro o zagueiro Kelisson ingenuamente não acompanhou a linha de impedimento e deu condições para que Eduardo Eré completasse com sucesso.

Criação, mesmo, foi coisa mínima do time do Guarani, até no primeiro tempo quando foi melhor.

No segundo tempo o Guarani só levantou bola à área adversária.