Blog do Ari: Erros aumentaram e a Ponte não pode contestar a vitória do Santa Cruz

Defesa pontepretana falhou e o ataque acabou absorvido pela marcação

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O torcedor pontepretano se recorda que coloquei a voluntariedade como preponderante para que o seu time conquistasse vitória por 1 a 0 sobre o Boa Esporte, na tarde de sábado passado, em Campinas.

Naquela postagem lembrei que o atacante Alexandro havia jogado mal pela segunda vez consecutiva, absorvido totalmente pela marcação.

Nesta terça-feira em Recife foi o terceiro jogo consecutivo que ele decepcionou, na derrota para o Santa Cruz por 2 a 1. Pior: sequer conseguiu repetir aquelas arrancadas das primeiras partidas com a camisa da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro da Série B. Até fisicamente já não tem sido o mesmo. Por que?

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Do jeito que estava mal na partida, Alexandro sequer deveria ter voltado para o segundo tempo e só acabou substituído por opção tática, para reposição da defesa com a expulsão do zagueiro César aos 20 minutos do segundo tempo.

Claro que a Ponte não foi derrotada apenas pela má performance de Alexandro. Se antes os erros se caracterizavam do meio de campo pra frente, nesta terça-feira o time voltou a mostrar desajustes defensivos.

DOIS GOLS

No lance do primeiro gol do Santa Cruz, de letra do lateral-esquerdo Renatinho, a Ponte contava com três jogadores dentro da área contra dois do adversário. E mesmo assim voltou a cometer o erro de marcar a bola e deixar o adversário livre. E quem deveria estar no lance no time pontepretano seria o zagueiro Gilvan.

O gol achado logo no início foi tudo que o Santa Cruz queria. A partir de então atraiu a Ponte Preta para o seu campo e passou a usar a velocidade nos contra-ataques.

Dito e feito. O zagueiro César, da Macaca, deixou de fazer marcação ao adversário – como de hábito – e disso se aproveitou Pingo para projetar livre com a bola, driblar o goleiro Roberto e marcar o segundo gol.

SEM PENETRAÇÃO

Daí pra frente foi vista a repetição do filme conhecido pelo torcedor pontepretano: falta de penetração dos homens de ataque para entrar na defesa adversária.

Se Edno ainda mantém o bom domínio de bola, está longe de ser aquele jogador força e rápido de outrora. Por isso, a exemplo de Alexandro, sucumbe diante de forte marcação.

Assim, as fichas seriam depositadas no rápido Cafu ou no ousado lateral-direito Daniel Borges, visto que do meia Adrianinho não se pode esperar nada além de alguns passes, na base do ‘toca e fica’.

O problema é que tem faltado conexão de Cafu com companheiros de ataque. A incidência de erros em passes, cruzamentos e até na tentativa de drible tem sido alta. E Daniel, embora atacando constantemente, falta-lhe mais objetividade.

RECESSO

O treinador Dado Cavalcanti, da Ponte Preta, terá todo período de recesso do Campeonato Brasileiro da Série B para buscar alternativas visando correção dos problemas elencados e outras implementações.

Conta, favoravelmente, posturas aceitáveis dos volantes Juninho e Élton, e o crescimento – embora lento – de produção do lateral-esquerdo Bryan.

Portanto, vitória inquestionável do Santa Cruz, premiado pelo futebol rápido e extremamente aplicado na marcação.