Blog do Ari: Erro primário no final tira vitória da Ponte Preta
Time pontepretano perde chance de vencer o razoável Flamengo
A obrigação do goleiro Roberto, da Ponte Preta, era gritar para que seus companheiros de equipe marcassem o polivalente André Santos, livre na área, pelo lado direito. Se gritou, pior ainda. É que o zagueiro Ferron, o lateral Uendel e o meia Chiquinho, desatentos, ficaram marcando as suas respectivas sombras e deixaram o atleta flamenguista isolado aos 42 minutos do segundo tempo. Aí, aquela bola alta, que viajou mais de trinta metros, minou um pouco mais as esperanças do torcedor pontepretano. André não perdoou. Marcou o gol de empate do Flamengo no placar de 1 a 1 com a Ponte Preta em Campinas, neste domingo.
Cabe acrescentar que naquele momento numericamente o Flamengo estava com jogador a menos devido à expulsão do zagueiro Samir, e a Ponte ainda lhe permitiu algumas incursões, quando em circunstâncias normais deveria administrar a vantagem e até ampliá-la.
MELHORADA
A Ponte Preta começou muito mal na partida. Bem admitiu o treinador Jorginho quando citou que no início a preocupação de seus jogadores era se desfazer da bola. Dois motivos precisam ser creditados para tal postura.
Se a nebulosa fase da equipe tira tranqüilidade e confiança dos jogadores, a postura tática do Flamengo povoando o meio de campo também serviu para desarticular o time pontepretano.
Enquanto o Flamengo avançava os dois laterais e se posicionava com três meias, a Ponte contava com Baraka e Chiquinho posicionados na marcação, porque Felipe Bastos, fora de forma, não acompanhava o ritmo do setor.
Logo, o Flamengo tinha mais posse de bola e, mesmo sem criatividade, em várias jogadas seus atletas ficaram de mano com zagueiros da Ponte.
O time da casa deu uma equilibrada perto dos 30 minutos do primeiro tempo, mas quando passou a levar a bola ao ataque apenas abusava de chuveirinhos. Não tinha o jogador de penetração, até porque o atacante Adaílton ainda precisa se condicionar adequadamente no aspecto físico.
Pensou bem o treinador Jorginho quando sacou o improdutivo Felipe Bastos para a entrada do volante Fernando Bob, assim como a escalação de Rildo no lugar de Adaílton visando dar mais velocidade ao ataque.
A Ponte melhorou, segurou um pouco mais os laterais do Flamengo, mas pouco criou. Por sorte chegou ao gol num arremate do lateral-direito Artur e ainda arriscou alguns chutes de fora da área.
Se Adrianinho não era o meia que penetrava com a bola, pelo menos a tocava corretamente. Com a saída dele para a entrada de Ramirez, o setor ficou desfigurado. Até parecia que as duas equipes estavam em campo com dez jogadores.
Convenhamos que a produção do time da Ponte foi aquém de quem tem pretensões de escapar do rebaixamento à Série B.
Se diante de um só razoável Flamengo a Ponte não aproveitou a oportunidade para somar três pontos, como vai conseguir vitórias contra equipes mais qualificadas na competição?
Por fim, expulsão normal do zagueiro César no final da partida.





































































































































