Blog do Ari: É preciso interpretar os palavrões do juizão de sábado

Nem sempre um palavrão significa ofensa

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Jogadores da Ponte Preta, principalmente o meia Adrianinho, deixaram o gramado do Estádio Moisés Lucarelli na noite de sábado, após a vitória sobre o Oeste, reclamando bastante que o árbitro Marcelo Pietro os ofenderam com palavrões.

Evidente que os árbitros devem se precaver e dispensar tratamento adequado aos jogadores. Claro que não precisam repetir o exagero de cordialidade do ex-árbitro Armando Marques, que chamava os atletas de senhor. Muito menos pedir gentileza para se colocar a bola no local programado. O ideal é que não faltem com o respeito.

É preciso distinguir bem como o árbitro Pietro se dirigiu a jogadores da Ponte com palavrões. Quando isso acontece não significa necessariamente xingamento. Se um árbitro citar “p… joga a sua bolinha e me deixe apitar em paz” não pode interpretado como ofensa.

Vejam bem, é preciso distinguir se o comportamento do juizão de sábado foi semelhante ao exemplo citado ou se extrapolou, sendo ofensivo. Por isso não cabe julgamento precipitado.

Ficou claro que técnica e disciplinarmente o juizão de sábado foi muito mal.

LEMÃO

O finado Dulcídio Vanderlei Boschilia, o Lemão, era um ‘boca de privada’, e nem por isso cabia interpretação de comportamento ofensivo aos atletas.

Dulcídio dava show no apito. Era senhor absoluto durante os jogos. E amigo dos boleiros.

Ele foi um dos raros árbitros que interrompeu uma partida de futebol, no Estádio Moisés Lucarelli, para ir ao banheiro. E cinco minutos depois, quando voltou ao gramado, foi aplaudido pela torcida.