Blog do Ari: Deu pro gasto, mas o Guarani precisa de alguns ajustes
Time mostrou evolução na vitória sobre o Duque de Caxias e continua sem tomar gols em seis jogos
Após seis rodadas dá pra se ter um parâmetro daquilo que é a Série C do Campeonato Brasileiro. O amigo Sidnei Pavan, ex-diretor de futebol do Guarani - devorador de jogos desta divisão pela TV -, avisa ter visto um punhado deles.
Após seis rodadas dá pra se ter um parâmetro daquilo que é a Série C do Campeonato Brasileiro. O amigo Sidnei Pavan, ex-diretor de futebol do Guarani – devorador de jogos desta divisão pela TV -, avisa ter visto um punhado deles, envolvendo Treze, Fortaleza e Santa Cruz, e assegura não ter localizado time melhor de que o seu Bugre.
Nesta linha de raciocínio, cabe-nos reformular o padrão de exigência na projeção visando o acesso à Série B. Os conceitos precisam ser revistos e se assimilar com naturalidade a pobreza técnica de Guarani e companhia bela deste terceiro nível do futebol nacional.
Não exagera o treinador bugrino Tarcísio Pugliese quando enfatizou a evolução de sua equipe na vitória por 1 a 0 sobre o Duque de Caxias, na manhã deste domingo, em Campinas.

Basta citar que desta vez o goleiro Juliano não precisou sair de campo como o melhor jogador da partida.
Apesar do maior volume de jogo do Duque de Caxias durante quase todo o segundo tempo, o Guarani sempre teve a partida controlada. Só correu risco de ceder o empate em uma jogada do atacante Rafinha, do Duque, que o zagueiro Júlio César salvou quase no final da partida.
Em compensação, ainda no segundo tempo e explorando basicamente os contra-ataques, o Guarani teve duas reais oportunidades pra ‘matar’ o jogo, diante de um adversário exposto pela troca de jogadores mais ofensivos.
No filtro natural daquilo que é este Guarani hoje, tem-se que reconhecer o bom sistema de marcação defensivo.
Reflexo disso foi a observação de apenas um erro que poderia ser capital do zagueiro Paulão, numa espanada ao tentar rebater a bola, que sobrou livre para o atacante William, do Duque, ainda no primeiro tempo. Por sorte dos bugrinos, houve erro de finalização.
No aspecto de criação, tem sido visto com freqüência boas arrancadas do meia Rossini, tanto que criou a jogada em que Fumagalli converteu o gol da vitória bugrina aos 42 minutos do primeiro tempo.
Por sinal, seria prudente que Pugliese definisse posicionamento mais ofensivo para Rossini, sem a obrigatoriedade de voltar pra marcação, até porque, por vezes ele é maldoso quando comete faltas, ampliando o risco de expulsão.
Claro está também que o atacante Nena já teve chances até demais e ainda não convenceu, sendo oportuno e justo um rodízio com o também atacante Henan.
SIMIÃO
Todavia, o setor que o time bugrino mais precisa de ajuste é o meio de campo. Se o primeiro volante Edmilson tem desempenhado bem a função de ‘destruidor’, o mesmo não se aplica a Simião, com o agravante de erros de passes e de início de organização das jogadas.
O Guarani precisa de um segundo volante que saiba sair com a bola e fazer chegá-la com mais qualidade no ataque. Carece também de um meia organizador, que por ora não seria Everton Maradona.
Em vez do chutão, cobra-se qualificar a posse de bola. Assim, será mantida mais tempo no campo adversário, evitando sobrecarga à defesa.
São conjecturas para se refletir, visando crescimento natural de produção do Guarani, cujo objetivo é o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro.





































































































































