Blog do Ari: Desta vez a sorte ajudou a Ponte Preta em Criciúma

Time lutou bastante no empate por 1 a 1, mas voltou a não jogar bem

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Pelas circunstâncias da partida da noite deste domingo em Santa Catarina, o empate por 1 a 1 que a Ponte Preta arrancou diante do Criciúma tem que ser comemorado pelo torcedor pontepretano.

Embora o Vasco tivesse trocado de posição com a Ponte – 17ª colocação -, ao vencer o Coritiba por 2 a 1, a derrota do Fluminense para o Flamengo deixou a zona da degola ainda mais embolada. Portanto, a ‘guerra’ continua nas próximas rodadas.

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Neste empate, a Ponte contou com a sorte que faltou em várias partidas, principalmente na derrota em casa diante do Náutico.

Embora seja preciso reconhecer o empenho de seus jogadores, ficou claro novamente que o conjunto não funcionou, que ela voltou a jogar mal. A rigor, teve cerca de 25 minutos de lucidez, a partir dos cinco minutos segundo tempo. E só.

Foi exatamente naquele período em que o atacante Rildo, já deslocado pelo lado direito, inibiu um pouco os avanços do bom lateral-esquerdo Marlon, que até então criava boas jogadas ofensivas para o time catarinense. Foi quando Leonardo, livre na área, marcou o gol de empate e Adrianinho perdeu grande chance em jogada criada por Rildo.

Depois, quando Marlon abandonou tudo e se mandou ao ataque – a exemplo da maioria do time catarinense -, a Ponte passou situação de embaraço e foi salva duas vezes pela trave.

BOLA AÉREA

Ao longo da partida, a predominância foi do Criciúma que, ao encontrar dificuldade para penetrar na defesa pontepretana pelo chão, optou pelos cruzamentos aéreos, com sucessivos vacilos do miolo de zaga da Ponte.

Fosse o adversário mais qualificado, aquelas falhas defensivas da Ponte poderiam ter sido cruciais.

Entre as falhas defensivas, acrescente o fácil envolvimento do volante Alef no lance que originou o gol do Criciúma, mas considere também falha de marcação do zagueiro César, que procurou se enfiar na risca do gol pra tentar salvar a bola, quando o correto seria marcar Ricardinho, para evitar que ficasse livre no rebote da defesa do goleiro Roberto.

Durante o primeiro tempo a Ponte errou passes em demasia e seus jogadores não conseguiam conduzir a bola. O meio-campista Felipe Bastos fazia partida horrorosa até se machucar e deixar o campo.

Adaílton, o substituto, pelo menos tentou dar mais velocidade ao setor direito do ataque da Ponte, assim como a entrada do volante Fernando Bob no lugar de Baraka teve validade, na tentativa de melhorar a posse de bola.

O lateral Régis abusava do direito de errar e teimosamente o treinador Jorginho o escala. Além disso, Adrianinho, novamente bem marcado, teve rendimento aquém de suas reais possibilidades.

Com estas claras deficiências, a bola não chegava trabalhada ao ataque pontepretano e, sintomaticamente, o setor foi absorvido na maioria das vezes pelos catarinenses.

Portanto, esta instabilidade de vários jogadores da Ponte é preocupante para o rendimento do conjunto.