Blog do Ari: Dado Cavalcanti arruma o time da Ponte no intervalo
Time adianta marcação e laterais se soltam no empate com Paraná
Quando um treinador monta uma equipe com três volantes, é natural que orienta os laterais pra desafogo e chegadas rápidas ao ataque. De certo o treinador da Ponte Preta, Dado Cavalcanti, pediu isso aos laterais Daniel Borges e Magal na partida diante do Paraná Clube, em Coritiba, pela Copa do Brasil, na noite desta terça-feira.
Na prática os laterais pontepretanos se assustaram com o volume de jogo do Paraná e se posicionaram basicamente na marcação ao longo do primeiro tempo. Além disso, o time mandante marcava a saída de bola da Ponte que, perdida em campo, dava chutões pra frente e entregava a bola de graça ao adversário.

A Ponte só não saiu em desvantagem naquele período porque foi aplicada na marcação e o Paraná optou por levantar bola à área da defesa pontepretana visando o grandalhão atacante Giancarlo, programado como referência para o cabeceio. Só que na prática ele perdeu todas as bolas altas e por isso o goleiro pontepretano Roberto quase não foi exigido, apesar do volume de jogo do adversário.
OUTRA POSTURA
No segundo tempo o treinador pontepretano conseguiu ajustar a equipe ao adiantar a marcação, conscientizar os laterais que teriam que se soltar, e assim o jogo ficou equilibrado. Por isso o empate por 1 a 1 foi plenamente justificado e deu à Ponte a vantagem de empatar sem gols na partida de volta em Campinas.
A visão tática de Dado Cavalcanti foi o principal aspecto positivo neste empate da Ponte. A personalidade para nem escalar o titubeante lateral Neílson e optar por Daniel Borges na posição representou ganho ao time.
Apesar disso, o torcedor pontepretano não deve se iludir com fartos elogios ao time porque tem jogado apenas pro gasto, e nem isso no empate em Campinas diante do Icasa sexta-feira passada.
Seguindo a velha conceituação da treinadorzada, Dado Cavalcanti se preocupa em arrumar a cozinha com a forte marcação, e pode-se dizer que a direção é correta. A pegada na cabeça da área também tem sido consistente, e agora a arrumação precisa ser do meio de campo pra frente. Ainda falta organização, rapidez e complemento de jogadas.
ADRIANINHO
O futebol é tão caprichoso que coube ao meia Adrianinho, o pior jogador em campo durante o primeiro tempo, ter feito o gol do time pontepretano na segunda etapa.
Se Dado Cavalcanti o tivesse substituído por Léo Citadini durante o intervalo não seria exagero, mas aí ele fez o gol, e o gol não só identifica o jogador como altera conceitos de quem o avalia.
A previsão natural é que Léo Citadini seja o meia de criatividade deste time e que os atacantes Alexandre e Edno tenham melhor produção, porque ainda estão devendo.
A rigor, vê-se claramente que Edno está sem ritmo de jogo. E na projeção natural só vai adquiri-lo jogando.





































































































































