Blog do Ari: Dado Cavalcante tem que ser cobrado para dar cara ao time da Ponte Preta
Trinta dias de treinamentos não foram suficientes para o treinador corrigir defeitos de jogadores
Trinta dias de treinamentos não foram suficientes para o treinador corrigir defeitos de jogadores
Confortou-me sobremaneira o posicionamento do colega cronista esportivo Alberto César, diretor de esportes da Rádio Central de Campinas, quando externou com todas as letras de que não viu nada de estruturado no time da Ponte Preta diante da Portuguesa, apesar do período de aproximadamente 30 dias apenas para treinamentos e ajustes das deficiências da equipe.
Claro que jamais a gente pretendia citar isto, mas é a pura realidade e dura de ser admitida. Como fui contundente ao analisar o rendimento da Ponte Preta no empate sem gols diante da Portuguesa, na terça-feira à noite em Campinas, fui cobrado nas ruas por torcedores que fecham os olhos para o concreto ou aqueles vitimados por miopia em alta escala.
Reafirmo que o time da Ponte Preta é mal treinado e já passo a questionar a competência do treinador Dado Cavalcanti. Ele teve um mês pra realizar trabalhos técnicos, corrigir deficiências de jogadores, e nada disso foi feito. Se foi trabalho não apareceu resultado prático.
DANIEL BORGES
Se o lateral-direito Daniel Borges tem forças pra arrancar com a bola, deveria ter treinado exaustivamente os cruzamentos. Este moço erra demais no passe e como prêmio ainda foi escolhido como o homem da bola parada da Ponte Preta quer nos escanteios, quer nas cobranças de faltas. Pode?
O lateral-esquerdo Bryan corre de cabeça baixa, olhando pra bola antes dos cruzamentos, e aí seja aquilo que Deus quiser. Era obrigação do treinador observar isso e proceder a correção.
A rigor, a Ponte está mal de lateral-esquerdo porque o reserva de Bryan é Magal. Falta de critério na escolha para contratação.
Observem que no time da Ponte a maioria dos jogadores só pensa naquilo que vai fazer com a bola após receber o passe. Por isso às vezes alguns dão quatro ou cinco toques desnecessários na bola antes do passe, mesmo que curto. Se fossem trabalhadas várias simulações de fluxo vertical das jogadas, não seriam necessários mais de que dois toques na bola até atingir a intermediária adversária. Ali, diante de dura marcação, claro que é preciso criatividade e jogadas combinadas, por hora não vistas.
BOLA RECUADA
Passou batido por muita gente que na saída de bola para a Ponte Preta, no início do segundo tempo, esta bola foi sendo recuada até chegar ao goleiro Roberto, que deu um chutão pra frente.
Gente, foi uma saída de bola no início do segundo tempo. Cadê o foco da jogada ofensiva logo no início?
Se os lados do campo não são trabalhados de forma que aja conexão nas descidas dos laterais com algum atacante deslocado pelo setor, como imaginar que três volantes sem criatividade para organizar jogadas possam abastecer bem os atacantes?
A escalação de três volantes contra Lusa teve atribuição de não oferecer risco à defesa da Ponte, pra não ser surpreendida pela limitada e retrancada Portuguesa. Erro de conceituação. Por isso tem que haver ingerência do supervisor Gustavo Bueno e do diretor de futebol Hélio Kazuo nestes equívocos, para que não sejam repetidos.
EXTRAIR DO JOGADOR
O time da Ponte Preta tem claras limitações e precisa mais de que nunca de eficiência do comandante para que extraia o máximo de cada jogador.
Apenas com superação a Ponte terá chances de acesso à elite do futebol brasileiro, a menos que equipes mais bem condicionadas tenham queda de produção nesta instável competição.
Esperava-se que com tempo de sobra para trabalhar o elenco o treinador Dado Cavalcanti fosse dar uma nova cara ao time. Não deu. E que seja cobrado para dar. E caso não consiga, que seja trocado por outro profissional.





































































































































