Blog do Ari: Dá pro Guarani colocar a ‘vida’ em dia com R$ 400 milhões?
Propostas de investidores interessados na compra do Estádio Brinco de Ouro estão em discussão
Propostas de investidores interessados na compra do Estádio Brinco de Ouro estão em discussão
Imagine se eu ainda fosse repórter setorista do Guarani – como ocorreu por muito tempo em décadas passadas – se passaria a semana inteira repetindo a volta do meia Fumagalli ao time na partida contra o Caxias, ou só repassando informações batidas sobre a preparação do time para o jogo da próxima segunda-feira à noite.
Claro que me aprofundaria nas informações sobre o projeto de negociação do patrimônio, conforme editais de assembléias extraordinárias de associados convocadas pelo clube para ampla discussão do processo.
A rigor, louve-se aqui a postura da ong Garra Guarani, que avalia corretamente a importância do tema e abre discussão com torcedores bugrinos, justificando que o assunto está movimentando os meses de julho e agosto no clube. Então, já que omitem por aí outras informações, já que neste sábado está programada mais uma assembléia (e o desatualizado site oficial do Guarani nada informa), sugiro que você possa conferi-las no site da ong (http://www.garraguarani.com.br/site/).
Pelas informações do Garra Guarani, ‘nenhuma das três propostas apresentadas entusiasmou os associados. Aí eu questiono: qual a terceira proposta? Fui informado que apenas a empresa PDG e Grupo Senna se manifestaram.
Gentilmente solicitei algumas informações de um internauta participante ativo dos comentários sobre coisas do Guarani, já que como associado do clube está inteirado das informações que ‘circulam’ por lá.
Então, vou repassá-las com algumas reservas, resguardando o direito de evitar a divulgação do nome, conforme prometido.
TODO PATRIMÔNIO
A fonte esclarece inicialmente que a compra apenas do entorno do Estádio Brinco de Ouro não agrada o investidor. A justificativa é o riscos da realização de jogos simultaneamente aos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais.
Embora considere as propostas como ‘meia boca’, a fonte acredita que a conta possa fechar. Ela acrescenta que a empresa PDG tem uma série de empreendimentos imobiliários pelo Brasil, revela que ela tem capital aberto (ações listadas na Bolsa de Valores) e supõe (não tem convicção) que ela tenha participado, mesmo que indiretamente, do projeto Minha Casa Minha Vida, do governo federal.
Ainda segunda a fonte, o Grupo Senna teria interesse na compra do patrimônio para posteriormente procurar parceiros.
Intriga o fato de o presidente do Guarani, Álvaro Negrão, não esclarecer, como de hábito, informações que circulam entre os associados, o que deixa tudo no condicional.
Ainda segundo a fonte, as propostas para a compra dos terrenos em que se localiza o Estádio Brinco de Ouro estariam girando em torno de R$ 400 milhões, sendo que a PDG quebraria este valor em R$ 170 milhões para a construção de novo estádio (incluindo a aquisição de um terreno na região do Alphaville), R$ 200 milhões para pagamento de dívidas e o restante para CT (centro de treinamento), clube e investimentos no elenco profissional por 36 meses (R$ 20 milhões).
Para a construção de novo estádio, leva-se em consideração quanto tem custado cada assento dos recentemente construídos. Segundo informações, seriam R$ 7 mil por assento e uma consultoria especializada no assunto – o Grupo Stadia – estaria assessorando o Guarani.
Como a projeção é a construção de um estádio que comporte 21 mil pessoas, projeta-se um custo aproximado de R$ 150 milhões para as obras.
O informante interpretou como ‘não muito clara’ a proposta do Grupo Senna. “Falam em 400 milhões, mas nenhuma proposta incide sobre renda vitalícia (participação no empreendimento no Brinco)”.
E que surjam novas informações. A saúde financeira do Guarani é mais importante de que um jogo da Série C do Campeonato Brasileiro.





































































































































