Blog do Ari: Cuidado com avaliações precipitadas sobre Adaílton!
Atacante apareceu muito bem nos juniores do Fortaleza
Calma, calma, calma, gente! Não faça juízo antecipado do atacante Adaílton contratado pela Ponte Preta, porque você pode dar com os ‘burros n’água’. Calminha meu diretor Élcio. É arriscada esta manchete do FI de que ‘Ponte está brincando com fogo’.
Na teoria, digamos que todos vocês teriam razão na hipótese de avaliação focada no fato de o atleta estar encostado no Vitória. É lógico o raciocínio desenvolvido que ‘não serve para o Vitória servirá para a Ponte?”
Por que esta minha posição de cautela, evitando qualquer crítica antecipada sobre a real condição do atleta?
Simples. Eu o vi ‘nascer’ para o futebol na Copa São Paulo de Juniores pelo Fortaleza em 2008.
Por isso posso dizer uma coisa: apesar da derrota para o Rio Branco (SP) por 4 a 1, em Americana, ele jogou ‘pacas’.
Caído lado esquerdo do campo, fez um punhado de jogada de velocidade. Assim, por duas ou três vezes colocou companheiros na ‘cara’ do gol, sem que as oportunidades fossem convertidas.
O que eu estava fazendo no Estádio Décio Vitta, em Americana? Narrei o jogo para a TV TodoDia daquela cidade.
Na época, na projeção natural, estava convicto que Adaílton seria jogador pra times médios e grandes do futebol brasileiro.
Pra minha surpresa observei que ele não prosperou, apesar de declarados interesses de Cruzeiro e Atlético Paranaense, outras épocas, para contratá-lo.
Todavia, não nos esqueçamos que o cotidiano mostra jogadores desabrocharem rapidamente nos juniores, como Adaílton, e depois estacionarem, não passarem de promessas.
GERSINHO
O ponta-de-lança Gersinho, do Guarani, nos anos 70, é o mais claro exemplo de todos. Não vingou com o craque projetado, mas é um baita observador de futebol e faz sucesso como olheiro do Atlético Paranaense.
O meia Márcio Luís, que jogou na Ponte na década de 80, foi outro que ‘arrebentava’ nos juniores e não aconteceu nada na equipe principal.
Por ‘ene’ razões jogadores deixam de manter rendimentos. Descuido da preparação física, acomodação natural, problemas pessoais, mulheres, vida desregrada fora de campo e por aí vai.
Não esqueçam, entretanto, que há casos de jogadores i-ô-i-ô. Sobem, descem e sobem novamente de rendimento como foguete.
Portanto, não duvide que Adaílton seja um desses exemplos. No futebol tudo é possível.
Contei esta história (com agá), mas não estou assinando embaixo que Adaílton justificará a contratação pela Ponte Preta.
Não venham me cobrar caso não dê certo. Só estou recomendando prudência na avaliação do jogador. Não queiram avacalhá-lo antes da hora.





































































































































