Blog do Ari: Crescimento técnico e tático já pode ser visto no time da Ponte Preta

Time pontepretano não correu risco na vitória sobre o Joinville por 2 a 0

Vem aí o comentário da vitória da Ponte

Quando um time não corre risco ao longo de uma partida diante de um adversário teoricamente de mesmo nível, pode-se afirmar que o sistema de marcação dele foi eficiente.

Esta foi uma das arrumações deste time da Ponte Preta na vitória por 2 a 0 sobre o Joinville, na noite desta sexta-feira em Campinas.

O time da Ponte passou a ganhar mais opções de jogadores, houve crescimento técnico de alguns, e considere ainda a arrumação tática observada pelo treinador Guto Ferreira, incomparavelmente melhor de que o seu antecessor Dado Cavalcante.

A Ponte Preta ganhou experiência na zaga com o retorno de Diego Sacoman, que se completou bem ao lado de Thiago Alves.

Os laterais entenderam que a primeira atribuição é não deixar o setor desguarnecido, sem que isso implique em abdicar do trabalho ofensivo.

Rodinei tem voluntariedade para fazer o vaivém pela direita e até marcou gol.

Bryan deu conta do recado na marcação, embora não tenha correspondido quando atacou, como de praxe.

Exatamente por isso está fácil para Guto Ferreira arrumar um lugar para a volta do titular Juninho, que já cumpriu suspensão automática: a lateral-esquerda.

VALORIZAR A BOLA

A valorização da posse de bola da Ponte Preta tem muito a ver com dois volantes que sabem trabalhá-la, casos de Élton e Fernando Bob.

Isso possibilitou que Adrianinho adiantasse um pouco mais e, enquanto teve pernas, soube trabalhar a bola no seu estilo, ainda sem penetrar na área adversária.

Se o outro meia-atacante Roni devia melhor rendimento, pelo menos nesta partida já alternou alguns bons lances, inclusive aquele em que abriu o caminho da vitória pontepretana, com o gol de cabeça.

Competitivo, Roni voltou seguidamente para ajudar na marcação e, como correu muito, o desgaste foi inevitável. Por isso pediu substituição no segundo tempo.

Mesmo trabalhando melhor a bola comparativamente às partidas anteriores, faltou o time pontepretano acelerar mais o jogo em alguns períodos.

Talvez por ter aberto o placar logo aos sete minutos do primeiro tempo a boleirada pontepretana optou por rodar mais a bola sem velocidade, e com isso faltou mais contundência.

Apesar disso, jogadas trabalhadas pelo lado direito foram vistas, com Cafu fazendo à diagonal, e com isso ofereceu o fundo de campo para ultrapassagens de Rodinei.

Apesar da evolução natural do time da Ponte, o isolamento do atacante Rafael Costa ainda foi observado e gradativamente Guto Ferreira terá que trabalhar para que ele seja abastecido em boas condições de complementar jogadas.

EQUILÍBRIO TÁTICO

A descrição da evolução técnica dos jogadores da Ponte foi um passo a se considerar. A busca do equilíbrio tático não observado nos tempos de Dado Cavalcante é outro ganho.

Contra o Joinville, a pegada do meio de campo foi forte. Ali o time ‘roubou’ muita bola, simplificando o trabalho da defesa.

Tem-se que considerar também que as ligações diretas do Joinville e má atuação de jogador como o meia Eduardo Ramos facilitaram a missão da Ponte.

E a Ponte ainda não pôde contar com o seu principal astro, caso do meia Renato Cajá.

Portanto, vitória cristalina da Ponte Preta. Projeção natural de crescimento nas rodadas subseqüentes, e por isso cobra-se consciência da boleirada para se evitar cartões amarelos desnecessários. Desfalques em sequência prejudicam o desempenho da equipe.