Blog do Ari: Corrigir defeitos; missão da Ponte Preta contra o Vélez

Parte da torcida é contra a insistência com Régis na lateral.

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O Departamento de Futebol da Ponte Preta estava largado porque diretor executivo de futebol e supervisor não se deram conta da acentuada queda de rendimento físico de vários jogadores por algum motivo.

O treinador Jorginho Campos e o seu auxiliar Aílton, calejados em jogadores desfocados do compromisso, souberam trabalhar este aspecto e é visível a retomada do fôlego então perdido. Ponto positivo para a dupla.

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Além de habilmente Jorginho ter conscientizado o grupo de jogadores da importância de se manter o foco nas competições, é difícil entender a insistência na escalação do lateral-direito Régis.

Ora, está claro que o jogador tem deficiências na marcação que podem levar o time ao comprometimento. E com a bola nos pés, erra na mesma proporção dos acertos nos passes.

Podem contra-argumentar que foi dele o cruzamento que originou o gol de empate da Ponte contra o Criciúma. Sim. Foi a típica bola levantada à área convencionalmente. E o gol só saiu porque houve desvio providencial de cabeça do atacante Rildo, que enganou totalmente os defensores do time catarinense. Por isso que Leonardo, livre, pode completar a jogada com sucesso. Assim, Artur, mesmo ‘meia boca’, é melhor que Régis.

FELIPE BASTOS

Se Jorginho for levar em conta rigorosamente rendimento atual de jogadores para definir escalação, o meia Felipe Bastos teria que ser sacado. Nada impede, igualmente, que o atleta recupere a boa forma jogando, até porque já provou que tem qualidades.

Entretanto, nas duas últimas partidas ele teve atuação fraquíssima. Errou demais com a bola nos pés, e também não se pode dizer que foi bem no desarme. Até em cobranças de falta – uma de suas principais virtudes – não está bem.

Escalar quem no lugar dele? Fernando Bob tem entrado bem nos jogos, até na marcação. O bom passe sempre foi a sua marca registrada. Chiquinho também ajuda a cercar o adversário e tem mais velocidade na saída de bola. Questão do treinador avaliar qual seria a melhor opção.

Dias atrás citei aqui que futebol é resultado e por isso geralmente é avaliado como tal.

Quem rever com atenção os principais lances ofensivos do Criciúma contra a Ponte Preta vai observar que até o meia Ricardinho ganhou de cabeça na área da Ponte. Nas bolas alçadas, marcadores pontepretanos viram jogadores do time catarinense testarem a bola pra fora.

Bastava que em um daqueles cinco lances o Criciúma chegasse ao gol pra reconhecerem falhas da zaga ou de quem ajudava a defesa. O gol não saiu e as falhas foram encobertas.

Evidente que Jorginho deveria selecionar tais lances para mostrar aos seus jogadores, visto que a tendência é que o Velez repita este jogo aéreo na quinta-feira, no confronto contra a Ponte Preta, na Argentina.

Apesar da certeza do retorno do zagueiro Ferron, eficiente no jogo aéreo, o Velez é um adversário mais qualificado.

Tempo para conversar com a boleirada Jorginho terá de sobra. A concentração da Ponte só termina na sexta-feira.