Blog do Ari: Corrida São Silvestre já teve características bem diferentes
Outrora, vencedor da prova era conhecido na madrugada de 1º de janeiro
A coluna é de futebol, mas a bola está parada. E quando ela pára há espaço para outras modalidades esportivas, principalmente a prova de atletismo São Silvestre, tradicionalmente disputada nas ruas centrais da cidade de São Paulo, no último dia do ano.
Ultimamente o domínio absoluto tem sido dos quenianos e, embora a prova tenha sido transmitida pela televisão desde 1982, perdeu muito do charme de outrora quando corredores trocavam o réveillon familiar pelo suor na Avenida Paulista e adjacências.
Corredores e jornalistas esportivos, que seguravam as redações até os primeiros minutos da madrugada do primeiro dia do ano, para publicação da notícia dos vencedores e principais classificados.
Aí, o rádio, velho companheiro, ajudava bem no fechamento mais rápido da edição. Do contrário, o jeito seria esperar o material que chegava via telex, para que posteriormente fosse redigido nas antigas máquinas de escrever Remington ou Olivetti.
Aquele material produzido em folhas de papel denominadas laudas, de tamanho sulfite, era encaminhado para as oficinas aparelhadas de linotipos – máquinas que transformavam barras de chumbo em letras -, e assim o jornal era impresso.
Depois vieram as rotativas em offset e a diagramação de páginas foi valorizada. As fotografias eram mais nítidas, embora ainda em PB, que se convencionava dizer preto e branco.
Daí às páginas coloridas foi um passo, e o visual de jornais ficou mais bonito.
Ganhou-se em ‘embalagem’, mas perdeu-se em conteúdo. E assim a coisa caminhava até que chegou este trator chamado internet, que revolucionou a comunicação ao colocar os fatos no seu celular ou tablet instantaneamente, com recursos de áudio e vídeo.
E se jornais não podem ser de borrachas, os sites esticam quanto você quiser para dissecar sobre determinados assuntos.
PIROTÉCNICOS
Bom, voltando ao tópico que discorria sobre corridas noturnas, elas se prolongaram até 1988, quando entenderam que a concorrência era desigual com eventos pirotécnicos na virada do ano, nas principais capitais brasileiras.
Aí a prova foi puxada para o período da tarde, sendo 15h para as mulheres e 17h os homens.
Agora, antes da hora do almoço os vencedores da São Silvestre já são conhecidos.
Melhor assim ou nos tempos em que se estourava champanhe com corpo suado?





































































































































