Blog do Ari: Como fez falta uma terceira via no processo eleitoral do Guarani!

Não há criatividade dos dirigentes que só falam na venda do estádio

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Pena que o recente processo político eleitoral do Guarani foi paupérrimo. Bugrinos capacitados que poderiam se apresentar como terceira via para disputa da presidência simplesmente se omitiriam, e aquilo que se viu foi concorrência de presidente e vice-presidente do mandato anterior, casos de Álvaro Negrão e Horley Senna, disputando votos dos eleitores.

Ambos não deram o menor indício de tirar o Guarani do atoleiro e se calçaram basicamente no projeto de venda do entorno ou de todo espaço do Estádio Brinco de Ouro. Afora isso, nenhuma criatividade para ativar o marketing e o time de futebol sequer patrocínio tem, apesar das constantes aparições na televisão.

Pior é que Negrão não assume a sua incompetência para lidar com o futebol, e ignora que circunstancialmente deveria terceirizá-lo.

Já que comete sucessivos erros em contratações de comandos do Departamento de Futebol e, por extensão, na formação do elenco; já que não tem trânsito para agilizar o marketing e o Guarani continua na mesmice; a pergunta que se faz é por que Negrão teimou em buscar a reeleição?

VENDA DO ESTÁDIO

No Guarani não se fala em outra coisa para se tentar fugir da crise a não ser venda do estádio.

Tudo bem que em casa que falta pão todos gritam e todos têm razão, mas até quando vão se prender exclusivamente a esta justificativa?

Com dinheiro de venda de estádio qualquer um dá jeito no Guarani. Quero ver criatividade para tomar decisões sábias.

Um verdadeiro líder de comunidade deveria consultar aqueles diretamente interessados – caso de seus torcedores – se de fato concordariam com a liberação do Estádio Brinco de Ouro para uso da seleção da Nigéria durante a Copa do Mundo.

O Guarani teve perda irreparável com a posição de sua diretoria. Perdeu dinheiro e ficou com pires na mão implorando casa para mando de jogos.

Se ganhou alguma coisa? Nada além de um novo gramado. Uma obrinha aqui e outra acolá serão demolidas com a venda do entorno.

E não venham me dizer que politicamente o clube teria que adotar aquela postura em troca da contrapartida de liberação de projeto viário do entorno do estádio.

Não e não. Um verdadeiro líder não precisaria deixar uma coisa atrelada a outra. A força da pressão da comunidade bugrina para aprovação do projeto de certo teria peso maior de que as burocráticas e cordiais tratativas.

Enfim, o quadro é este. E novamente salários de atletas e funcionários estão atrasados.

Se de fato Negrão é despojado de vaidades e tem olhos exclusivamente para o Guarani, que estenda as mãos para a oposição e conclame todos os bugrinos indistintamente para que ajudem a salvar o clube.

Apesar do atoleiro em que o Guarani se encontra, infelizmente ainda há ciumeira e vaidade de uns e outros que transitam perto dos dirigentes, colocam dinheiro para quitação de débitos inadiáveis, e exigem, entre as contrapartidas, distância do clube de alguns ex-dirigentes.

Convenhamos que na embaçada situação em que o Guarani se encontra não deveria haver espaço pra ciumeira. Gente, acorde pra realidade!