Blog do Ari: Colômbia, um risco parecido com aquele do Chile
Brasil deve reconhecer que time colombiano também tem virtudes na marcação
O Brasil confia no talento de Neymar e na solidez de seu miolo de zaga; a Colômbia coloca em compo seus habilidosos meias Cuadrado e James Rodríguez
O gancho do pré-jogo Brasil e Chile neste canto de página indicava as seleções em situações rigorosamente iguais. Por isso justificava a citação de que qualquer resultado estaria dentro da normalidade.
Diferente de ufanistas na mídia, que explicitam desejo de vitória brasileiro em vez de análise racional, o correto, neste pré-jogo Brasil e Colômbia na tarde desta sexta-feira, é a repetição do gancho. Assim, cabe citar que tudo pode ocorrer, até mesmo nova definição através de cobranças de pênaltis após 120 minutos, para se apurar quem avança à fase semifinal desta Copa do Mundo da Fifa.
Engana quem indica que a Colômbia joga e também deixa jogar. Ela marca e marca muito também. Até o talentoso meia Cuadrado – que poderia ser opção apenas pra jogar com a bola nos pés – ajuda no cerco aos adversários, quando o seu time é atacado.
O diferencial da marcação colombiana é que o meia James Rodríguez e os atacantes Jacson Martínez e Gutiérrez raramente voltam para integrar o bloco dos marcadores. No entanto o volante Carlos Sánchez se transforma até num terceiro zagueiro de acordo com as circunstâncias, tem velocidade e sabe passar bem a bola. O outro volante, Aguilar, tem mostrado alto índice de desarme.
Portanto, o fato de a Colômbia não truncar muito as jogadas e procurar o desarme de forma limpa nem sempre é interpretado como um time de forte marcação.
O setor vulnerável da Colômbia está no seu capitão Yepes, que na atua na zaga central e é veterano. Provavelmente ele não terá velocidade para acompanhar arrancadas de Neymar, caso fique de mano.
Por isso, seria recomendável que o treinador brasileiro Luiz Felipe Scolari, o Felipão, posicionasse Neymar em cima de Yepes, porque o outro zagueiro, Zapata, é rápido e bom no desarme.
Felipão também deve ficar atento às arrancadas do lateral-direito Zúñiga. Se tecnicamente ele não é um primor de jogador, pelo menos desafoga bem o seu time com seguidas arrancadas. E geralmente tem a companhia do hábil e veloz Cuadrado para prosseguimento das jogadas.
ARTILHEIROS DA COPA
A exemplo do Chile, taticamente os colombianos sabem se distribuir bem em campo, e têm contado com o talento do meia James Rodríguez, o artilheiro da Copa com cinco gols.
Se Felipão mantiver o esquema do meio de campo pra frente da Seleção, apenas com a inclusão de Paulinho no lugar do suspenso Luiz Gustavo, novamente o seu time ficará na dependência de Neymar.
Caso ele esteja em dia inspirado, não duvidem que pode destruir até marcação dupla.
Portanto, este é um jogo de imprevisibilidade. Qualquer coisa pode acontecer.
Sendo assim, se o Brasil avançar à semifinal da competição, ótimo. Ganha moral e firmará o conceito de candidato ao título.
Repetindo a citação no pré-jogo contra o Chile, se eventualmente o Brasil for eliminado, também não é motivo para caça às bruxas.





































































































































