Blog do Ari: Classificação da Ponte foi ameaçada o tempo todo
Time quis só se defender na Colômbia e avançou na Sul-Americana
Obrigatoriamente o comentário desta classificação da Ponte Preta à fase quartas-de-final da Copa Sul-Americana tem que ser dividido em dois aspectos, após atingir o objetivo mesmo com derrota para o Deportivo Pasto por
Primeiro o orgulho do torcedor pontepretano pelo feito e a satisfação de que o nome de seu clube chega com força na Argentina, com o anunciado confronto com o Velez Sarsfield.
É uma forma de a sofrida torcida se manifestar e criar clima otimista para a partida contra o Vasco no próximo domingo em Campinas, com ingresso vendido ao preço de R$ 2, nesta fase de afunilamento do Campeonato Brasileiro.
PRESSÃO
Feito esta imprescindível observação, é preciso citar que a Ponte correu seríssimo risco de não estar comemorando absolutamente nada se o Deportivo Pasto aproveitasse um quarto das oportunidades criadas. E aí a pergunta: como pode o time colombiano, com claras limitações técnicas, dar sufoco na Ponte quase que o tempo todo?
Podem ser enumeradas adversidades enfrentadas pela Ponte como altitude, campo pesado por causa da chuva e natural pressão do adversário. Evidente que estes aspectos minam parcialmente a capacidade do time campineiro. O inadmissível foi a postura exclusivamente defensiva.
Quando desarmava as jogadas ofensivas do adversário, precipitadamente os jogadores da Ponte desfaziam-se da bola, desprezando a atribuição de valorizá-la.
Optaram pelo chutão, e aí o adversário retomava a bola e recomeçava as jogadas.
Salvo raríssimas escapadas nos últimos 15 minutos do primeiro tempo – quando o volante Alef teve a chance de marcar gol – a Ponte só sofreu pressão.
Por que não valorizou a bola? Primeiro porque ela era ‘rasgada’ de trás. E quando a bola parecia fluir de pé em pé, Felipe Bastos e Adrianinho travaram tudo. Adrianinho não conseguiu organizar o time – como de hábito – e passou a maior parte do tempo, enquanto esteve em campo, ajudando na marcação.
Como o lateral-esquerdo Uendel mostrava receio de perder a bola na tentativa de conduzi-la, geralmente presenteava o adversário ao alongá-la.
Assim, sem a devida ligação fluente de bola ao ataque, Rafael Ratão era obrigado a brigar para ganhá-la e depois tentar jogadas pessoais, geralmente desarmado. William, sem velocidade, era facilmente absorvido pelos marcadores.
MAGAL
Diante daquele cenário, raciocinou corretamente o treinador pontepretano Jorginho quando sacou Adrianinho e se preocupou em reforçar a marcação do lado direito de sua defesa com a entrada do volante Magal.
Claro que para aquela postura foi considerada a vulnerabilidade do lateral-direito Régis na marcação, envolvido na maioria das vezes pelo hábil jogador Obeso.
No transcorrer do jogo, o gol do Deportivo Pasto estava maduro. Embora o goleiro Roberto mostrasse segurança nas bolas chutadas de média distância, por duas vezes foi salvo pela trave.
Assim, prevaleceu o dito de que ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’. De tanto pressionar a defesa da Ponte, o Deportivo Pasto chegou ao gol através do atacante Mauricio Mina, aos sete minutos do segundo tempo.
No lance, não se pode atribuir culpa ao zagueiro Ferron, por ter chegado atrasado na bola.
É impossível a cobrança de 100% de acerto para zagueiros exigidos continuadamente no transcorrer de partidas. Assim, Ferron tem que ser elogiado pela eficiência na maioria dos lances.
Depois disso, a previsão lógica de Jorginho era que o adversário fosse intensificar a pressão e por isso trocou o garoto Alef pelo experiente Elias para segurar a bola, e com isso diminuir o ímpeto dos colombianos.
Talvez Jorginho não contasse com a sonolência de Elias, que nada acrescentou.
Assim, nos minutos finais de partida, a Ponte não sofreu o segundo gol por sorte.
LATERAIS DO PASTOS
Se o Pasto tem claras limitações em sua equipe, é preciso que se reconheça que taticamente é bem distribuído em campo.
É hábito no futebol colombiano treinadores montarem equipes com laterais que apóiam ao ataque conjuntamente, provocando sábias inversões de bola de uma extremidade a outra.
Se circunstancialmente a bola é perdida, a adaptação do volante para imediata cobertura nos lados do campo é impressionante.





































































































































