Blog do Ari: Caminho está aberto para a Ponte conquistar título inédito

Lanús, que ganhou do Libertad, é time de nível técnico inferior

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Se a Ponte Preta repetir as atuações mostradas contra Vélez na Argentina e São Paulo no Estádio do Morumbi, passa pelo Tricolor paulistano e levanta o caneco contra quem vier na final da Copa Sul-Americana.

O problema é repetir aquelas atuações, visto que o time é instável e sujeito a chuvas e trovoadas. Quando dele muito se espera nega fogo, como na vexatória goleada sofrida em Campinas para o Vitória, por 3 a 0, ou na derrota por 2 a 0 em Goiânia, para o Goiás.

Por que esta dedução? Porque se a Ponte estiver afiada é pouco provável uma catastrófica derrota no jogo da semana que vem contra o São Paulo por três gols de diferença, mesmo jogando em Mogi Mirim. Se ela estiver ‘molona’, tudo é possível.

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E passando pelo São Paulo, a Ponte entra como favorita provavelmente diante do Lanús da Argentina, porque em condições normais ela tem mais futebol do que o adversário. Isso ficou claro na vitória dos argentinos sobre o Libertad, no Paraguai, por 2 a 1, na noite desta quinta-feira.

O Libertad se atirou ao ataque desde o início, mas a qualidade no setor se restringia às incursões do atacante Romero, que joga como ponta-direita à moda antiga, quer buscando o fundo do campo, quer fazendo a diagonal. Afora isso, o time abusa de bola alçada.

Curioso é que nestes cruzamentos a marcação defensiva do Lanús mostrou deficiências. Quando a bola partia do fundo do campo, várias vezes os marcadores chegaram atrasados nos lances; quando levantada da intermediária, os argentinos, de frente pra bola, ganhavam todas.

Teoricamente o Lanús deve confirmar classificação à final na segunda partida diante do Libertad na Argentina, semana que vem.

Quais as outras conclusões? Ficou claro que, quando marcado sob pressão, o time do Lanús espana, dá chutão pro lado que o nariz está virado. A rigor, a zaga é extremamente rebatedora.

Os laterais são precavidos e saem só na boa. Por isso a defesa está sempre compactada e é coadjuvada pelo recuo dos homens de meio de campo. Aí, como o time se distribui com três atacantes, a caracterização é de distância de compartimentos e por isso a bola é alongada para os atacantes Melano e Acosta, respectivamente nos lados direito e esquerdo. E na hipótese de levarem vantagens nas jogadas, o cruzamento é feito visando o centroavante Santiago, jogador fraco tecnicamente, mas típico de área a espera de falhas de defensores para completar as jogadas.

No ataque do Lanús, o cuidado maior deve recair sobre o hábil e veloz Acosta, que criou a jogada do primeiro gol e sofreu o pênalti resultante no segundo gol de sua equipe.

Esta opção de três atacantes resulta num espaço exagerado que o Lanús deixa ao adversário no meio de campo. E como a Ponte tem por hábito povoar bem o setor, de forma compactada, a tendência é que possa ditar o ritmo do jogo.

EMOCIONAL

Em final de campeonato sul-americano tem-se que considerar o emocional dos jogadores. O paraguaio Aquino, por exemplo, deu tapa na cara e cotovelada em adversário e ficou por isso mesmo.

A entrada do argentino Ortiz, do Lanús, em adversário, que resultou em expulsão, foi criminosa. Isso fora seguidas provocações e bate-boca.

Por fim, parafraseando o amigo jornalista Sérgio Jorge, cito que aquele comentarista da capital paulista que outro dia elegeu o volante Maicon como o grande articulador do time do São Paulo, na quarta-feira criticou veementemente o atacante Leonardo do time pontepretano, no intervalo da partida contra o Tricolor paulistano.

“Este Leonardo é ruim, ruim, ponha ruim nisso”, disse ele, que aos oito minutos do segundo tempo teve que engolir o oportunismo de Leonardo por ocasião da marcação do segundo gol da Ponte.