Blog do Ari: Cadê o cobrador de faltas da Ponte Preta?

Nenhum gol foi marcado neste expediente em nove jogos

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Bastou a Ponte Preta ganhar alguns jogos sob o comando do treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, para que um dos parceiros deste espaço me contestasse com veemência sobre a montagem do elenco para o Campeonato Paulista. Aí, ele defendeu com unhas dentes o supervisor Marcus Vinícius, contestadíssimo aqui na coluna.

Desculpem não ter recordado o nome do parceiro, que, levado pela emoção do momento, quis me contestar sem contudo apresentar justificativa convincente.

Por que esta conotação? Porque faltando seis rodadas para o término da primeira fase do Campeonato Paulista – cerca de um mês -, presume-se que o assunto principal na pauta do Departamento de Futebol da Ponte Preta tenha sido um esboço da remontagem do elenco para o Campeonato Brasileiro da Série B. E aí já não se admitirá este exagero de erros que Vinícius e companhia cometeram.

COBRANÇAS DE FALTAS

Quando se faz um planejamento para montagem de equipe obrigatoriamente projeta-se alguém com aptidão para cobranças de faltas, de forma que as converta na proporção mínima de um quinto em relação ao número de jogos disputados.

Pois bem, sabem quantos gols de faltas a Ponte Preta marcou nos nove jogos disputados neste Paulistão? Nenhum.

E se eventualmente alguém da Ponte quebrar este jejum na tarde deste sábado em Penápolis, não mire o canhão pro lado de cá. Vocês estão devendo neste quesito.

Por sinal, nos últimos tempos a Ponte convive com a rotina de raríssimo aproveitamento em cobranças de faltas. Isso só foi parcialmente modificado, ano passado, com a chegada do meio campista Felipe Bastos, que voltou ao Vasco.

Agora, você deve atribuir esta ‘abstinência’ de gols de faltas a mais um dos incontáveis erros de planejamento de quem faz futebol na Ponte Preta.

Todo clube precisa contar com um afinado cobrador de faltas. E se não conta, cabe à sua respectiva comissão técnica trabalhar exaustivamente para melhorar a condição do atleta que pega relativamente bem na bola.

CABECEADOR

No futebol ganha-se vários jogos na bola aérea. E cadê o centroavantão bom de cabeceio na Ponte Preta?

Nem é preciso que seja titular. De repente o dito cujo está no banco de reservas, o adversário se fecha na defesa, a Ponte insiste no levantamento de bola, e aí centroavantão pode decidir. Ou não?

Evidente que contratações como as de Gabriel e Tchô foram equivocadas, como tem sido recorrente nos últimos tempos.

Portanto, independente do estágio limite da Ponte Preta neste Campeonato Paulista, o planejamento para a Série B já deveria estar avançado. E sugestões de nomes de jogadores não faltam. Basta que olhem a seção de comentários de internautas.