Blog do Ari: Cadê as verdadeiras jogadas de fundo de campo?
Raramente aqueles cruzamentos de fundo de campo são repetidos
Aquela banana que o lateral-direito Daniel Alves, do Barcelona, deu pro sujeito que a lançou no gramado ainda está rendendo. O espontâneo gesto de ‘saboreá-la’ virou assunto mundial, e de repente o mundo inteiro, demagogicamente, está dizendo que combate o racismo, como se isso de fato fosse verdade.
Viremos a página e busquemos outro assunto. Convido o parceiro deste canto de página a refletir quantas vezes as equipes de futebol, em geral, fazem a autêntica jogada de fundo de campo?
Não é aquela jogada em que o sujeito, no prolongamento da grande área, alça a bola pra área adversária. Não, não é isso.
Refiro-me aquele lance bem de fundo de campo em que o boleiro bota um efeito na bola e cruza pra atrás visando encontrar o atacante ou meia de frente pro lance, bem à caráter pro cabeceio.
É o típico lance desconfortante pro zagueirão e paradoxalmente pouco explorado nos dias de hoje.
E por que é pouco explorado? Não é treinado na exata medida? Falta aptidão pro boleiro de hoje colocá-lo em prática?
ADEMIR DA PONTE
Na Ponte Preta, por exemplo, a última vez que observei esta jogada feita com precisão foi no dia 22 de fevereiro passado, no Estádio Tenente Carrico, em Penápolis, com vitória pontepretana por
Foi o lance em que o atacante Ademir chegou com a bola rende a linha de fundo e praticamente a colocou na cabeça do meia-atacante Antonio Flávio, que só a escorou para a rede.
Na própria Ponte Preta, década de 70, nos tempos em que os ponteiros tinham espaço no futebol, Lúcio chegava incontáveis vezes ao fundo do campo pelo lado direito, e disso o centroavante Rui Rei soube tão bem usufruir nas cabeçadas.
O sábio treinador Zé Duarte, já falecido, levou Lúcio para o Guarani em 1981, buscando-o no Palmeiras. Na prática repetiram-se aqueles piques até o fundo do campo, o mesmo cruzamento com dosagem certa de efeito e aqueles incontáveis gols de cabeça de Jorge Mendonça, também falecido, que agradecia pelas bolas açucaradas.
LINHAS DE QUATRO
Ora, justamente hoje que a treinadorzada abusa da formação das tais duas linhas de quatro raramente alguém repete as jogadas que Lúcio e dezenas de ponteiros faziam brincando ao longo das partidas.
Portanto, quando observo estes profissionais alardeando por aí sobre táticas mirabolantes questiono por que relegam o treinamento técnico, visando criar alternativas pra se chegar ao gol adversário?
Hoje o atleta transporta das categorias de base deficiências de fundamentos do futebol, e por isso não seria constrangedor fazer repasses destes treinos específicos com finalidade de aprimorar passes, cabeceios, dribles e chutes.
O primordial na preparação pré-jogo deveria visar o limite técnico de cada jogador. Pena que a maioria dos comandantes não pensa assim.





































































































































