Blog do Ari: Aquele ex-funcionário da Ponte Preta entrou na Justiça contra o clube

Informantes revelam que o demitido estaria cobrando um caminhão de dinheiro

Funcionário demitido da Ponte Preta recorre à Justiça Trabalhista

No velho bairro Jardim Proença, em Campinas, eis que reencontro um amigo de infância, coincidentemente um dos fundadores da Torcida Jovem da Ponte Preta, cujo nome preservo por razões óbvias.

E na ‘prosa’ sobre a ‘Nega Véia’ de um mil novecentos e bolinha até a atual, ele lasca uma pergunta direta e reta.

– Você está sabendo que (…) entrou na Justiça contra a Ponte Preta? E está pedindo um caminhão de dinheiro?

Respondi que ele era a segunda pessoa a fazer citação sobre o assunto, e também manifestei indignação.

Permitam-me esclarecer que as reticências – os três pontinhos acima – foram colocadas porque não tenho confirmação oficial do fato. Assim, prudentemente evito revelar o nome do dito cujo.

Desculpem a curiosidade que possa provocar-lhe, mas nesta minha derradeira trajetória jornalística pós-aposentadoria descartei qualquer contato com cartolas de clubes de Campinas, até porque o espaço aqui é destinado predominantemente pra opinião pós-jogo. Geralmente as informações ficam por conta da rapaziada da Redação do portal FI.

Todavia, como o meu informante goza de crédito, acredito naquilo que revela.

E isto é uma baita lição aos cartolas da Ponte Preta, que demoraram uma eternidade pra demitir o dito cujo, mesmo com a constatação do enorme prejuízo provocado ao clube com os seus abundantes equívocos.

PERNAS E ASAS

Agora que a sua imaginação criou ‘pernas e asas’ e você praticamente deduziu sobre o ex-funcionário citado, cabe acrescentar que os fundadores da Torcida Jovem da Ponte Preta ainda preservam amizade de 45 anos, visto que a fundação dela deu-se em 1969, na gestão Sérgio Abdalla, saudoso presidente do clube.

Talvez esta molecadinha pontepretana desconheça que aqueles antigos fundadores da Torcida Jovem da Ponte Preta foram responsáveis por caravanas monstruosas na década de 70.

No Paulistão de 1970, na volta da Ponte Preta à Divisão Especial, seus torcedores invadiram o Estádio do Canindé, ocuparam a arquibancada principal e ‘empurraram’ a torcida Lusa para as cabeceiras e sociais do estádio. Naquele dia 18 de julho, o público foi de 11.938 pagantes.

Foi um jogo num sábado à tarde, com gols de Alan e Dicá na vitória da Ponte sobre a Portuguesa por 2 a 1, ocasião em que o treinador Cilinho escalou este time: Wilson Quiteto; Nelson, Samuel, Henrique e Santos; Teodoro e Roberto Pinto; Alan, Dicá (Nelson Oliveira), Manfrini e Adilson (Vicente).

Daquela leva, Samuel, Teodoro, Roberto Pinto já faleceram. O Nelson lateral-direito não é outro senão o vitorioso treinador Nelsinho Baptista.