Blog do Ari: Apesar do barulho, tendência é o Guarani se livrar de punição

Clube adotou todas as providências requeridas para o jogo em Americana

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Gente, o barulho tem sido danado sobre eventual possibilidade de o Guarani ser penalizado por causa da briga entre facções de torcidas organizadas, por ocasião do jogo contra o Madureira, na noite de sábado passado, no Estádio Décio Vitta, em Americana, após relato da arbitragem sobre o ocorrido.

Embora leigo em interpretações de artigos do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), entendi que o caso é plenamente defensável, de forma que o Guarani seja absolvido na hipótese de o procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) oferecer denúncia, após avaliar o relatório e encaminhá-lo ao tribunal pleno do órgão.

Por que vejo boas chances de o Guarani ser bem sucedido? Porque a grosso modo ele cumpriu o exposto no artigo 213 do CBJD, que exige do clube mandante providências capazes de prevenir e reprimir desordem em sua praça de desporto, e a casa do Guarani no sábado era Americana.

POLICIAMENTO

O Guarani solicitou policiamento de forma que a delegação visitante, arbitragem e torcedores em geral tivessem proteção. A ambulância exigida lá estava. Foi destinado espaço separado tanto para venda de ingressos como dependência à torcida adversária.

Bom, depreende-se que não houve o descumprimento do artigo 213 no quesito prevenção de desordem. Aquilo que ocorreu, bem define o advogado e bugrino Milton Fernandes Alves, ‘foi o imponderável’.

“É imprevisível briga entre torcedores do mesmo clube e o organizador do evento não conta com isso. Não pode projetar que problemas pessoais entre facções de torcedores sejam transportados para o local do jogo. Uma coisa é briga entre torcidas adversárias por falta de medidas preventivas, outra coisa é o imponderável de brigas de torcedores do mesmo clube”, opina Alves.

Portanto, como comungo integralmente do argumento sustentado pelo advogado Milton Fernandes Alves, a expectativa é que a defesa do jurídico do Guarani siga esta linha.

Aguardemos.