Blog do Ari: A sala foi se esvaziando devido ao pobre futebol de Corinthians e Palmeiras

Meia Petros, do Corinthians, dá um carrinho na zona morta do campo e gesticula à torcida pedindo aplausos

No clássico paulistano deste domingo, na Arena Itaquerão, o Corinthians venceu Palmeiras por 2 a 0, com gols de Guerrero e Petros

Num domingo friorento o recomendável é se acomodar em lugar fechado, preferencialmente uma sala de casa para se entreter com partida de futebol.

Teoricamente o clássico Corinthians e Palmeiras seria uma boa pedida, mas o meu testemunho pode ser o de muita gente. A sala lotada de familiares de repente vai se esvaziando pelo desinteresse daquele joguinho sem graça, sem beleza plástica, sem nada pra quem não torce para ambos.

Salvou apenas a arrumação tática do Corinthians, bem compactado, com bom esquema de marcação, e explorando a única individualidade da partida: o volante Elias.

Dois lances de lucidez dele e dois gols do Corinthians, um do atacante Guerrero e outro do meia Petros.

O Palmeiras? Ora, nos tempos em que a ‘italianada’ o identificava como ‘Parmeira’ era diferente. Havia uns ‘caras’ que sabiam jogar bola, que faziam ‘salseiros’ contra defensores adversários. Havia!

Pobre Palmeiras. Quem te viu, quem te vê!

CAMISA TÉRMICA

Do Corinthians, acrescente mais dois detalhezinhos: por volta de 30 minutos do segundo tempo Petros deu um carrinho no campo ofensivo corintiano e se vangloriou do feito, gesticulando para a torcida aplaudir.

Duro é saber que meias do passado glorioso do Corinthians recebiam aplausos por jogadas fantásticas. O torcedor se deliciava com dribles elásticos e aquelas ‘bombas’ de Roberto Rivelino, ou com lançamentos e precisão em cobranças de faltas de Zenon. É o que faltava se pedir aplauso para um carrinho desnecessário!

Outro detalhezinho é que o brutamonte do zagueiro Cléber, do Corinthians, usou aquela camisa térmica sob o uniforme para se proteger do frio, a exemplo do lateral-direito Fagner e o goleiro Cássio, pelos lados do Timão.

Claro que o goleiro palmeirense Fábio também se protegeu do frio com a camisa térmica, já que se movimenta menos que os companheiros. Eis a questão: por que o goleiro Roberto, da Ponte Preta, usa camisa de manga curta mesmo com um frio de ‘bater queixo’?

Cabe como sugestão de pauta. De certo muita gente fica curiosa em saber os motivos que levam o goleirão da Ponte a desafiar baixas temperaturas.

Alô jornalista Elias Aredes Júnior, referência na reportagem esportiva de Campinas: embarque nesta.