Bilionário Abílio Diniz vira novo "homem forte" do São Paulo. Agora vai?

Criado do Grupo Pão de Açúcar já teria indicado um gerente geral e um CEO ao presidente Carlos Miguel Aidar

São Paulo pediu “socorro” a um dos maiores empresários da história do Brasil. Criador do Grupo Pão de Açúcar, o bilionário Abílio Diniz virou consultor financeiro no Tricolor.

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São Paulo, SP, 15 (AFI) – Afundado na crise financeira, assim como ocorre com a maioria dos clubes brasileiros, o São Paulo pediu “socorro” a um dos maiores empresários da história do Brasil. Criador do Grupo Pão de Açúcar, o bilionário Abílio Diniz virou consultor financeiro no Tricolor.

De acordo com as primeiras informações, o empresário já estaria articulando a contratação de dois profissionais para gerir as finanças tricolores. Ele teria indicado dois nomes de sua confiança ao presidente Carlos Miguel Aidar. Um seria o gerente geral e o outro o CEO.

Além de ser fundador do Pão de Açúcar, de onde saiu no início de 2014, Abílio Diniz teve sucesso à frente de várias outras empresas. Ele também já foi sócio da Companhia Brasileira de Distribuição e das Casas Bahia. Hoje, é presidente do Conselho de Administração da BRF, que subsidia marcas como Sadia e Perdigão.

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Com uma fortuna avaliada em US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 13,7 bilhões), segundo dados da Forbes, Diniz é torcedor roxo do São Paulo e vive os bastidores do clube há vários anos. Ele tem uma ótima relação com o antigo presidente Juvenal Juvêncio, desafeto de Aidar. A influência dele chegou a ser mal vista pelo atual mandatário.

Na gestão de Juvenal Juvêncio, Abílio Diniz fez parte de um Conselho Consultivo com grandes nomes de diversas áreas. Entre eles, estavam também o publicitário e apresentador Roberto Justus; Paulo Natanael de Souza, ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo; Cláudia Lúcia Fanucchi, juíza federal; Sydney Sanchez, ex-ministro do STF; e Pedro Paulo Manus, ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

Um dos desafios de Abílio Diniz no clube do coração é torná-lo viável financeiramente. O Tricolor está sem patrocinador master desde meados de 2014, quando rompeu com a Sem Toshiba. Sem esta verba e sem realizar grandes vendas de jogadores, o time fechou o ano passado com um déficit de mais de R$ 100 milhões e viu sua dívida total chegar a R$ 340 milhões.