Benazzi acha que agora a Portuguesa entrou na briga
Campinas, SP, 8 (AFI) – “Pode até ser que a Portuguesa não chegue nas semifinais, mas agora, após esta vitória importante,nós estamos no páreo”. Esta foi a impressão final do técnico Vágner Benazzi após a vitória da Lusa sobre o São Paulo, por 2 a 0, neste sábado à noite, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela 13.ª rodada do Paulistão.
O técnico se baseia no fato de que os dois próximos jogos do time, enfim, serão disputado dentro do Canindé, que”é nossa verdadeira casa, do nosso torcedor”, afirma. E lembra que “foram 13 jogos fora do Canindé, o que não é nada fácil”.
Para Benazzi “todos os jogos são decisivos”. E o time fará quinta-feira contra o Guaratinguetá seu próximo jogo e depois receberá o Marília, domingo, de novo no Canindé. O estádio está liberado pelo Corpo de Bombeiros para cinco mil torcedores e pode agora ser liberado para até 22 mil torcedores. Na terça-feira, o Contru, de São Paulo, vai vistoriar o estádio.
Méritos na vitória
Benazzi acha que seu time demonstrou “muita aplicação desde o início do jogo e, por isso, superou um grande adversário. Nossa proposta era usar a velocidade nos contra-ataques e conseguimos fazer isso muito bem”.
O técnico comentou que dois ou três jogadores se destacaram no jogo, mas evitou citar nomes. Mesmo assim, confessou que iria dar mil reais de seu bicho para o goleiro André Luiz, que “fez grandes defesas” e contou uma conversa que teve com o atacante Christian antes do jogo>
“Disse pra ele que esta história de que está ficando velho eu usava, no tempo de jogador, como uma motivação a mais. E foi o que aconteceu, porque o Christian se encheu de sangue nas veias e desequilibrou”.
Apesar da ascensão técnica da Lusa, Benazzi confessou que sempre preferiu o esquema 4-4-2, mas que não está conseguindo mudar o atual 3-5-2 pelas características dos jogadores:
”O Erick é volante, mas ele fica bem entre os zagueiros. E o time se encaixou dentro deste esquema, tanto que temos a terceira melhor defesa, com nove gols – atrás do Corinthians (7) e do Guaratinguetá (8)”. Ele disse que tinha até treinado uma opção bem ofensiva para este jogo, com as possíveis entradas de Catatau e de Vaguinho abertos, mas nem precisou usar o esquema de emergência.
Sobre as críticas de que o time é pouco ofensivo e que marca poucos gols, Benazzi nem ligou. (o time marcou 13 gols em 13 jogos)
”Não adianta ganhar de 6 a 0 ou 4 a 0. Para mim, o que importa é vencer. Prefiro ganhar sempre por meio a zero, mas sempre ganhar”.
Sem discussão
O técnico não entrou na discussão, citada pelos jogadores, sobre as declarações de Juvenal Juvêncio, presidente do são Paulo. Segundo o cartola, a Portuguesa jamais vai deixar de ser pequena.
”Essa é uma questão para os dirigentes, mas não acredito que o presidente tenha falado isso com alguma intenção maldosa. Talvez até para motivar o São Paulo, mas tudo bem”, disse Benazzi.
Os jogadores, porém, viram tudo de outra forma.
”Se o nosso time é limitado ou não, a resposta foi dada dentro de campo”, comentou Christian, que participou dos dois gols da Lusa, atuando, desta vez, como garçom.





































































































































