Basquete: Confiante para o Mundial, Rubén Magnano evita fazer previsões

O treinador da seleção brasileira de basquete masculino evitou fazer previsões ou promessas

O treinador da seleção brasileira de basquete masculino evitou fazer previsões ou promessas

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São Paulo, SP, 21 – Depois de ter se apresentado ao técnico Rubén Magnano, a seleção brasileira masculina de basquete inicia nesta segunda-feira, em São Paulo, os treinos visando o Mundial da Espanha, que começa no próximo dia 30 de agosto. Contando com todos os dez jogadores convocados à disposição, entre eles Tiago Splitter, Nenê, Anderson Varejão e Leandrinho, participantes da última temporada da NBA, o time nacional aparece como um dos candidatos a um lugar no pódio da competição.

No início da tarde desta segunda, porém, o treinador argentino evitou fazer previsões ou promessas ao ser questionado sobre as chances de o Brasil brilhar em solo espanhol, embora tenha exibido confiança ao projetar o torneio.

Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira de basquete masculino

Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira de basquete masculino

“Eu não vou falar sobre resultado futuro porque não sou adivinho, mas confio nas minhas sensações e na minha percepção. Vamos estar em um patamar muito bom para lutar pela medalha. A minha sensação é a mesma que tive depois do Mundial de Indianópolis, em 2002 (quando dirigiu a Argentina vice-campeã do torneio), e depois quando comecei a preparar a seleção (brasileira) para os Jogos Olímpicos de Londres”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva concedida em um hotel de São Paulo.

O pivô Tiago Splitter, por sua vez, disse que Magnano já se acertou com todos os medalhões da seleção depois polêmico episódio ocorrido no ano passado, quando o técnico chegou a dizer que iria pedir para a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) cobrar “comprometimento” aos jogadores que pediram dispensa do time nacional. Em setembro passado, o treinador exibiu descontentamento por não poder contar com nomes importantes na Copa América da Venezuela, onde a equipe brasileira teve uma campanha vexatória.

“Estou muito feliz, vieram todos os jogadores convocados. Agora foi tudo resolvido, todos conversaram e isso é uma página virada”, disse Splitter, que se sagrou campeão da NBA pelo San Antonio Spurs neste ano.

Já o veterano Marcelinho, de 39 anos, festejou a chance que ganhou de defender o Brasil em mais um Mundial, depois de ter chegado a dar adeus à seleção por duas vezes. “Eu não sou bom para me despedir da seleção. Já me despedi duas vezes e voltei. Fiquei animado por ter me recuperado da minha lesão e ter feito uma boa temporada pelo Flamengo. Participei de quatro Mundiais, o primeiro foi em 1998. Já tive todo tipo de função (papel). Já joguei como calouro, coadjuvante ativo, como protagonista e agora vou de novo como coadjuvante, mas pronto para dar a minha contribuição”, destacou.

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Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira de basquete masculino

A este grupo atual de dez jogadores convocados, Magnano ainda irá adicionar mais dois nomes após o Campeonato Sul-Americano, que começa nesta quinta-feira, na Venezuela, e vai até segunda. Auxiliar de Magnano, José Neto, técnico do Flamengo, vai comandar uma espécie de equipe B do Brasil neste torneio.

A seleção considerada a principal vai treinar nesta semana na capital paulista e depois embarca para o Rio, onde participa de um triangular com Angola e Argentina, equipes que também estão no Mundial, no Maracanãzinho. O Brasil enfrenta os africanos no dia 31 de julho e depois os argentinos, dia 2 de agosto. Depois disso, o time ainda fará outros amistosos de preparação, incluindo uma partida contra os Estados Unidos. O jogo será realizado no dia 16 de agosto, em Chicago.