Barbaridade!! Mico e lambanças definem jogos no Brasileirão

Campinas, SP, 8 (AFI) – Não foi somente a chuva de gols (confira o balanço completo) que marcou a quinta rodada do Brasileirão. Neste domingo, o zagueiro Paulo Henrique, do Goiás, proporcionou uma cena bizarra e os árbitros Wilson Souza de Mendonça, no Mineirão, e Alicio Pena Júnior, no Engenhão, cometeram lambanças diretamente responsáveis pelo resultado final das partidas.

Na Arena da Baixada, o Atlético-PR já vencia o Goiás por 3 a 0, quando o zagueiro Paulo Henrique resolveu dar uma mãozinha. Aos 30 minutos do segundo tempo, ele achou que o árbitro Paulo César de Oliveira havia marcado uma falta na intermediária e pegou a bola na mão dentro da grande área.

Sem pestanejar, Oliveira marcou pênalti e explicou ao desatento jogador que não tinha marcado falta nenhuma, pois seu time havia levado vantagem no lance. Na cobrança, Marcelo Ramos fez o quarto. Ainda deu tempo de Pedro Oldoni marcar mais um, após lambança do goleiro Harlei.

Ainda teve um torcedor que jogou um copo em Paulo Baier e apanhou dos prórpios companheiros de arquibancada.

Essa arbitragem!
O mico de Paulo Henrique foi feio, mas não alterou o panorama da partida. Diferente da lambança de Wilson Souza de Mendonça, na vitória do Cruzeiro sobre o Vasco, por 1 a 0, no Mineirão. O único gol do jogo saiu de um lance polêmico.

Depois de um lançamento sem direção para a área do Vasco, o goleiro Tiago escorou a bola na mão e esperou a chegada de um atacante para, aí sim, segurar definitivamente a pelota. Assim que o goleiro do Vasco, que anteriormente havia defendido um pênalti cobrado por Guilherme, Wilson de Mendonça marcou tiro livre indireto, na entrada da pequena área.

Tiago não entendeu nada e tentou explicar de todos os jeitos que não cometeu nenhuma infração. Na cobrança, a bola foi rolada para Charles, que mandou para o fundo das redes. A polêmica ganhou mais destaque do que o jogo em si.

Chegou a ser cogitada a possibilidade do árbitro ter marcado ‘seis segundos’ de Tiago com a bola em seu domínio, o que caracteriza tiro livre indireto. Posteriormente, no entanto, o presidente da comissão nacional de arbitragem, Sérgio Corrêa, explicou o que aconteceu no Mineirão.

“O Wilson Souza de Mendonça não cometeu nenhum erro. O Tiago cometeu uma infração prevista na regra 12, pois ele tinha a possibilidade de dominar, mas preferiu pegar na mão. A infração foi cometida quando ele pegou a bola na mão novamente. Essa é a interpretação correta”, afirmou Corrêa, durante o programa “Troca de Passes”, do SporTV, em clara defesa de seu árbitro.

Um erro leva ao outro!
No Engenhão, onde o Botafogo venceu o Coritiba, por 2 a 1, dois pênaltis duvidosos. Um para cada lado. Primeiro, Hugo foi agarrado por Renato Silva, fora da área, mas Alicio Pena Júnior marcou pênalti.

A compensação veio posteriormente. Wellington Paulista tentou uma bicicleta e o chute foi desviado no meio do caminho por Maurício, que estava com as mãos junto ao corpo. Com a consciência pesada, o árbitro viu toque de mão e deu a penalidade máxima. Mas ele esqueceu-se que um erro não corrige o outro.

Muito prazer!
Em Recife, o meia Luciano Henrique, do Sport, cumprimentou o comandante Luiz, do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco, responsável pela segurança na partida, após o primeiro gol na vitória, por 2 a 0, sobre o Palmeiras. O ato foi uma evidente provocação às acusações feitas pelos jogadores do Verdão de que a Ilha do Retiro não tinha condições de receber uma partida oficial de futebol.