Baptista pede providências e presidente volta a repudiar violência na Ponte Preta

Em meio as especulações de que a Ponte Preta treinaria fora de Campinas, o treinador negou prontamente

Diretoria e Comissão Técnica da Ponte Preta convocaram uma coletiva de imprensa nesta terça-feira para se posicionar sobre o episódio de violência que os jogadores viveram

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Campinas, SP, 26 (AFI) – Diretoria e Comissão Técnica da Ponte Preta convocaram uma coletiva de imprensa nesta terça-feira para se posicionar sobre o episódio de violência que os jogadores viveram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, na última segunda. O tom do pronunciamento foi firme e direto, em que o clube deixou claro que não vai tolerar essa postura da torcida. Além disso, o Presidente Vanderlei Pereira voltou a pedir união entre situação e oposição, enquanto Eduardo Baptista foi enfático e pediu providências.

“Se todo mundo achar que bater é a solução, que resolve o problema, aí é uma palhaçada. Todo mundo está sofrendo pressão. Daqui a pouco, fica impraticável fazer o futebol no Brasil”, disse o Presidente, que completou: “Democracia tem que ter responsabilidade. Aceita que vá ao campo, vaie e proteste. Mas agredir, não. Tivemos filhas e esposas chorando à noite. Um ato que extrapolou todos os limites. Vamos tomar todas as providências”.

Eduardo Baptista foi mais distante e usou a Chapecoense como exemplo. Para ele, é preciso acontecer o extremo para que a segurança das deleções dos clubes brasileiros virem prioridade. “No Brasil, precisou morrer 72 em Chapecó para dar valor à logística. Brasil é país do jeitinho. Às vezes está esperando uma tragédia para tomar alguma providência. Esse é o Brasil”, disse o treinador, que deixou transparente sua indignação.

Técnico Eduardo Baptista pede providências e presidente Vanderlei Pereira volta a repudiar a violência na Ponte Preta

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Em meio as especulações de que a Ponte Preta treinaria fora de Campinas, o treinador negou prontamente: “Fora de cogitação sair. Aqui é nosso ambiente de trabalho. Tem de seguir nosso trabalho aqui. E é aqui que vamos buscar soluções”. Ele também falou sobre o elenco: “”Eu ainda não sei o que vou encontrar. Foi forte ontem. Tinha um plano, mas preciso ter esse contato para saber o que vou encontrar. São pessoas, e como todo ser humano, tem uma parte emocional. É dar apoio e moral para reconstruir”.

“Sentimento é de indignação. Sou do esporte, futebol não é isso. Não vejo ninguém indo em Brasília para pressionar quem está roubando a gente. Se vive mau momento, é ser humano. Não acredito que tenha efeito devastador. Temos um tempo para trabalhar, conversar e dar carinho para ter um time forte”, completou Eduardo Baptista. Também na coletiva, o diretor jurídico Giuliano Guerreiro garantiu que a Ponte Preta vai buscar ‘justiça’ para ‘responsabilizar os envolvidos”.