Bahia rebate e critica MT por denúncia de exploração de mão de obra infantil

A agremiação ainda falou que irá provar sua versão do caso por meio legais

A agremiação ainda falou que irá provar sua versão do caso por meio legais

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Salvador, BA, 29 (AFI ) – O Bahia não ficou quieto sobre a denúncia de exploração de mão de obra infantil feita pelo Ministério do Trabalho. Em nota oficial, o tricolor baiano condenou a divulgação do auto de infração ao afirmar que a denúncia ‘beira a irresponsabilidade’. A agremiação ainda falou que irá provar sua versão do caso por meio legais.

O Ministério do Trabalho, através de uma ação realizada entre julho e agosto, encontrou uma casa ao lado do CT do Bahia, onde uma mulher afirmou exercer o papel de ‘mãe social’ de dois meninos com menos de 14 anos e que receberia do clube cerca de R$ 800 mensais.

Catorze anos é a ideia mínima para uma criança firmar contrato de atletas em formação com um clube de futebol, conforme a Lei Pelé

Bahia rebateu denúncia do Ministério do Trabalho

Bahia rebateu denúncia do Ministério do Trabalho

Ainda segundo o Ministério do Trabalho, uma outra coisa, com a mesma situação, foi encontrada e servia como moradia para seis crianças que acabaram de completar 14 anos. No entanto, nenhuma delas tinha contrato firmado com o Bahia.

Confira a nota oficial do clube:

O Esporte Clube Bahia vem a público desmentir a acusação de que teria havido trabalho infantil na instituição – denúncia essa que beira a irresponsabilidade, tendo em vista os fatos abaixo:

1 – Primeiramente, é de se lamentar a publicização pelo Ministério do Trabalho de um procedimento administrativo, ainda em fase inicial, sem que o Clube tenha sequer exercido o seu direito constitucional de defesa, bem como lhe tenha sido oportunizado a produção das provas necessárias para refutar a absurda imputação.

2 – Notificado pelo Ministério do Trabalho apenas na última quinta-feira (24), o Bahia ainda usufrui do prazo para apresentação de sua defesa e se valerá dos meios legais para demonstrar de maneira irrefutável e, se for necessário, pela via judicial, a inexistência de qualquer conduta abusiva.

3 – Não é verdade que o Clube mantenha qualquer tipo de instalação fora das suas dependências, seja mediante pagamento de aluguel, seja com oferecimento de quaisquer contrapartidas a terceiros, a fim de acomodar jovens que buscam uma colocação no Tricolor.

4 – O Bahia, além disso, possui parecer favorável do Conselho Tutelar acerca das condições oferecidas a seus jovens atletas, após recente fiscalização. Nenhum deles é submetido a qualquer atividade irregular.

5 – As atividades desenvolvidas com garotos menores de 14 anos são meramente lúdicas, em sistema de escolinha, fora das instalações do Clube, e com métodos distintos daqueles praticados pelas categorias de base. Não há qualquer vedação legal para tal situação, que é comum dentre entidades desportivas.

6 – Para completar, o Clube adota rigoroso controle documental em relação a qualquer adolescente que desenvolva atividade junto à instituição, tais como apresentação de documentação dos representantes legais, exames médicos e atestado de frequência escolar.

7 – Berço de constantes revelações do futebol brasileiro, como Daniel Alves e Anderson Talisca, o Bahia inclusive acaba de aderir a um programa social do UNICEF, em parceria com a Universidade do Futebol, depois de profunda análise sobre a gestão desenvolvida nas divisões de base tricolores.