Bahia banca permanência de Roger Machado: "Não é teimosia e podemos fazer história"

O treinador está muito pressionado no cargo, desde o vice-campeonato na Copa do Nordeste

O treinador está muito pressionado no cargo, desde o vice-campeonato na Copa do Nordeste

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Salvador, BA, 31 (AFI) – Pressionado desde o vice-campeonato da Copa o Nordeste, o técnico Roger Machado foi defendido ferozmente pelo presidente Guilherme Bellintani, que usou as redes sociais para explicar o motivo que o levou a decidir pela permanência do treinador para este início do Campeonato Brasileiro.

A hashtag ‘Fora, Roger’ tomou conta das redes sociais mesmo após o empate por 1 a 1 diante do Palmeiras, na última rodada do Brasileirão. O treinador vem sendo pressionado no cargo, mas seguirá à frente do clube.

Em cinco jogos no Brasileirão, foram duas vitórias, dois empates e apenas uma derrota, deixando o time na oitava posição, com oito pontos. O líder Internacional soma 15. Na zona de Libertadores, o Palmeiras tem nove.

Roger Machado é bancado no Bahia

Roger Machado é bancado no Bahia
Roger Machado é bancado no Bahia

Confira o que falou o mandatário do Bahia:

Um papo reto, aberto e franco com você, torcedor do Bahia. Há inúmeros motivos para o “Fora Roger”. Há frustrações compreensíveis. Todos nós sabemos que podemos e merecemos mais. A decisão mais fácil para a diretoria e mais aplaudida pela maioria da torcida seria trocar o treinador ainda antes do início do Brasileirão. Um alívio de curto prazo e muitos tapinhas nas costas. Pensamos seriamente nisso, até porque a troca não seria uma decisão absurda.

Após o título estadual, analisamos uma série de fatores e, diante do cenário levantado, com todas as informações e contextos avaliados, decidimos continuar com Roger. Conversamos muito, debatemos os problemas, reconhecemos os erros, defeitos e tb os pontos positivos.

No início do Brasileirão, traçamos uma meta de pontos a cada grupo de 6 jogos. Essa projeção nos coloca com chances reais de Libertadores e foi o parâmetro que escolhemos para avaliar o trabalho do treinador e dos atletas, evitando inclusive análise isolada jogo a jogo.

Além da meta de pontuação, passamos a valorizar ainda mais questões como liderança do treinador, respeito do grupo, envolvimento dos atletas com o projeto e competitividade nos jogos (deixar o máximo em campo). Isso também é importante e é uma análise que fazemos dia a dia.

No momento em que percebermos que algum desses elementos está ameaçado, faremos mudanças. Se os requisitos citados estiverem sendo alcançados, entendemos que o certo é dar sequência ao trabalho que, com as metas atingidas, pode se tornar histórico para o clube.

Todos os clubes têm apresentado dificuldade técnica, tática e física nessa retomada do futebol – jogos com intervalos de três dias, após quatro meses de paralisação. Equipes com treinadores contestados e quase demitidos estão hoje em posições de dianteira no campeonato.

Temos profundo respeito a quem pensa diferente, aos que tomariam outra decisão se estivessem em nosso lugar. Mas o que escrevi aqui para vocês é a síntese mais verdadeira do que acredito, com a alma de quem quer o melhor para o clube.

Ser omisso para nós seria trocar o treinador sempre que tivéssemos um momento ruim da equipe. Segurar a pressão quando acreditamos ainda haver potencial pra evolução é uma escolha que requer firmeza. Não é teimosia, é decisão com base na avaliação de todo o cenário.

Estamos trabalhando para sermos competitivos sempre (mesmo que nem sempre com o futebol mais vistoso), mantermos a meta de pontuação traçada no início do campeonato e termos um grupo de atletas envolvidos. Se isso não acontecer, estaremos preparados para mudanças.