BA: Bahia busca um estádio; Sergipe pode ser a solução

Salvador, BA, 13 (AFI) –
A torcida do Bahia está mais aliviada após o triunfo expressivo do time contra o Camaçari, no Estádio Armando Oliveira. O resultado de 4 a 1 para o Tricolor deixou os jogadores mais relaxados e dando um descanso às criticas que vinham sendo deflagradas contra o time do Fazendão. Contudo, o problema da “falta de teto” ainda incomoda a diretoria.

Ao final do jogo, os jogadores do Bahia foram até o técnico Paulo Comelli e a diretoria do clube, manifestar a vontade de voltar a jogar no Estádio Armando Oliveira, em Camaçari. Parece que lá o Tricolor está sempre perto das vitórias. Nas cinco primeiras rodadas em que mandava o jogo no estádio, o Bahia foi invencível, na volta à cidade, mais uma vitória larga, dessa vez, sobre o time da casa.

Mas não é a maré de sorte, no estádio, que fala mais alto. Os jogadores vêm reclamando da viagem exaustiva, de ida e volta, para Feira de Santana, toda rodada. Quando não é em seu mando de campo, a viagem ainda é mais longa para os interiores do estado.

A intenção é já mudar para o próximo jogo, contra o Itabuna no domingo (16), mas ainda não será viável. A Federação Baiana de Futebol (FBF) afirmou não ter tempo hábil para transferir o jogo para Camaçari. Portanto, a partida no domingo que vem, continuará em Feira de Santana.

Com a vitória de quarta-feira, o Tricolor se isola na liderança da competição, com 39 pontos, já podendo garantir sua vaga no quadrangular nos dois próximos jogos, a depender dos resultados. O Vitória da Conquista segue em segundo com 35 pontos e o rival Vitória está em terceiro, com 34 e um jogo a mais.

Batistão a nova casa…
O Esporte Clube Bahia recebeu, nesta quinta-feira, um convite do governo do Estado de Sergipe, de encher os olhos. A proposta é para o Bahia jogar o seu mando de campo para o Batistão, no Brasileiro da Série B. As despesas de viagem e hospedagens seriam todas pagas pelo governo sergipano e em troca o Tricolor levaria maior visibilidade ao estado, em relação ao futebol.

A proposta pode vir a calhar já que o Esquadrão de Aço pode receber a punição de sete jogos com portões fechados no Brasileiro pelo incidente ocorrido na Fonte Nova, ano passado, em que sete pessoas morreram no desabamento da arquibancada e os atos de vandalismo da torcida, que invadiu o campo. Por outro lado, o cansaço das viagens, em todas as rodadas, pode atrapalhar a equipe.