Avaí x Atlético-GO - Balança para lá, balança para cá!

Os dois times vivem um mau momento e ambos os técnicos estão pressionados

Jejum de vitórias, derrota no clássico, protestos da torcida, técnico Hémerson Maria na berlinda... Este é o pano de fundo do próximo duelo do Avaí na Série B. Pressionado, o Leão recebe o Atlético-GO, que também está em crise.

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Florianópolis, SC, 29 (AFI) – Jejum de vitórias, derrota no clássico, protestos da torcida, técnico Hémerson Maria na berlinda… Este é o pano de fundo do próximo duelo do Avaí no Campeonato Brasileiro da Série B. Pressionado, o Leão recebe o Atlético-GO, que também está em crise, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, pela 11ª rodada.

Embora tenha alguns jogadores com salários altos para os padrões da Série B, casos dos meias Marquinhos e Cléber Santana, o Avaí está em queda livre. O time não ganha há sete rodadas, com dois empates e cinco derrotas. Para a agravar a situação, o Leão perdeu para o clássico para a Chapecoense (3 x 1) e aparace na zona de rebaixamento, com nove pontos, na 18ª posição.

O Dragão ainda mantém uma certa distância da zona de rebaixamento. Ainda assim, a diretoria rubro-negra já ligou o sinal de alerta. Além do time ter perdido quatro dos seis jogos, após a Copa das Confederações, as atuações têm preocupado. Principalmente na derrota para o penúltimo colocado América-RN, por 1 a 0, em casa. Resultado que manteve os goianos com 13 pontos, no décimo lugar.

0002048090722 imgHemerson Maria (centro) está na berlinda

Clima de tensão
Cerca de 20 pessoas foram até o Aeroporto Hercílio Luz protestar contra o grupo do do Avaí, mas não encontraram ninguém. Para não ter contato com os torcedores, a delegação azzurra entrou em um ônibus ainda na pista de pouso do aeroporto e deixou o local escoltada por um carro da polícia. Na Ressacada, porém, outras pessoas estavam esperando os jogadores para cobrarem uma recuperação urgente do Avaí.

E não é só entre jogadores e torcedores que o clima está pesado. O zagueiro Leandro Silva e o meia Marquinhos teriam trocados farpas recentemente. O técnico Hemerson Maria, porém, garante que não existe nenhum problema de relacionamento no clube e que tem o grupo em mãos.

“Eu não tenho problema nenhum de grupo, de ambiente e com nenhum jogador. Tenho o grupo na mão e não adiante querer agirar o ambiente. É que hoje precisamos de uma vitória, mas o grupo está sob o meu comando”, garantiu o treinador.

A expectativa de todos no clube é que o jejum acabe. Querendo dar mais mobilidade ao meio-campo, Hemerson Maria estuda até mesmo a possibilidade de deixar o ídolo Marquinhos no banco de reservas e promover a entrada de Diego Jardel. Reis também pode aparecer no lugar de Tauã.

Pressão sobre René
Contratado para ser o “salvador” do Atlético-GO, o técnico René Simões já começa a sofrer pressão pelos maus resultados. E para evitar o pior, o treinador decidiu aposta em um time mais defensivo para o duelo contra o Avaí.

0002048090724 imgRené sofre pressão por resultados

Duas das mudanças efetuadas pelo treinador rubro-negro serão forçadas. Isso porque o lateral-direito Rafael Cruz e o atacante Diogo Campos, assim como o atacante reserva Pipico cumprem suspensão pelo terceiro amarelo.

Na lateral direita, o treinador optou por improvisar o volante Dodó. Já o lateral-esquerdo Ernandes será adiantado ao meio-campo para substituir Diog Campos. Com isso, o estreante Denner atuará na ala e Ricardo Jesus ficará isolado no ataque.

Apesar de admitir as últimas más atuações, o presidente Adson Batista minimizou a pressão sobre René Simões. “O René ainda não conseguiu implantar o sistema de trabalho dele, mas a culpa não é só dele. A culpa é de nós todos, o que eu posso dizer é que é triste ver o Atlético jogando assim. Com uma apatia, você não vai conseguir nunca o resultado”, reforçou.