Auxiliar técnico do Braga é peça fundamental nos trabalhos do dia a dia do clube

Thiago Gomes acompanha Osmar Loss há vários anos e complementa o trabalho do treinador no Nabizão

Thiago Gomes é o braço direito de Osmar Loss e peça fundamental no trabalho do clube. O auxiliar é responsável pela sequência do trabalho iniciado pelo treinador no dia a dia

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Bragança Paulista, SP, 18/06 – A comissão técnica do Bragantino de hoje é formada pelo técnico Osmar Loss e outras quatro pessoas. Junto com o treinador vieram do Corinthians o auxiliar técnico Thiago Gomes, o preparador físico André Galbe e o preparador de goleiros Carlos Magno, o Carlão. Eles se juntaram a Alberto Valentim, que é o auxiliar técnico do clube, e juntos estão preparando a equipe que iniciou uma ótima recuperação na Série B depois de um começo preocupante por vários fatores.

Uma das peças fundamentais para que o trabalho de Loss na parte técnica e tática surta o efeito desejado é o que o auxiliar Thiago Gomes, que tem a função de estar mais perto dos atletas, faz durante o dia a dia de trabalho. Claro que a de Alberto também é importante, mas ele cuida de outras variantes para que em campo o trabalho seja aplicado de uma forma diferente do que é em muitos outros clubes do futebol brasileiro. Thiago é responsável pelo complemento do que é trabalhado no dia e após o término do treinamento ataca em várias frentes buscando o aperfeiçoamento dos jogadores. Também é responsável pelas informações que Loss recebe dos adversários.

Thiago Gomes é auxiliar técnico de Osmar Loss e dá sequência ao trabalho do treinador no dia a dia do Bragantino - Divulgação C. A. Bragantino

Thiago Gomes é auxiliar técnico de Osmar Loss e dá sequência ao trabalho do treinador no dia a dia do Bragantino

“ Acredito que fazemos um trabalho de ajuda nos treinamentos, observando os adversários e também participando muito no trabalho técnico com os jogadores, principalmente quando individualizando pegando os zagueiros e trabalhamos as bolas aéreas, saída de bola tanto pela direita como pela esquerda dos atacantes e também acerto de marcação e cruzamento dos laterais”, explicou o auxiliar que complementou.

“Venho durante alguns anos desenvolvendo este trabalho de metodologia junto com o Loss. Trabalhamos muito tempo no Internacional (RS), no Corinthians (SP) e após os treinamentos a gente planeja o trabalho seguinte visando o próximo adversário, estudando o anterior e repassando as informações para os atletas do que foi apresentado de certo e errado em campo. Hoje fazemos um trabalho bem global, que é aquele que envolve a parte técnica, física, tática e claro, o do auxiliar que sempre conversa com o jogador buscando alguns detalhes que as vezes o atleta não gosta de falar com o jogador”, falou.

Para Thiago Gomes o futebol de hoje é muito diferenciado e por isso as comissões técnicas da nova geração buscaram um aperfeiçoamento do trabalho, buscando todo tipo de informação dentro e fora do País.

“Hoje o trabalho de uma comissão técnica evoluiu muito. Ele é global e busca o aperfeiçoamento da parte física, técnica e tática. Dificilmente você vai ver um trabalho nosso ser único e exclusivo de parte física sem bola. A intenção é não fragmentar, não dividir o trabalho e não fazer com que o treinamento seja uma parcela do jogo e sim de um modo geral. O trabalho físico isolado só acontece quando o André Galbe (preparador físico), junto com o Loss e eu, detectar uma falta ou uma necessidade de algum jogador. Neste caso se o atleta estiver precisando de um complemento, o André vai separa-lo e dar um algo a mais. Mas o jogador só vai se condicionar em perfeitas condições no trabalho com bola que a gente desenvolve dentro desta metodologia”, explicou.

O auxiliar técnico do Bragantino trabalho com Osmar Loss desde os tempo de internacional (RS) e estão juntos há quase 10 anos - Divulgação C. A. Bragantino

O auxiliar técnico do Bragantino trabalho com Osmar Loss desde os tempo de internacional (RS) e estão juntos há quase 10 anos

Para o auxiliar técnico do Bragantino, a forma dos treinadores da nova geração encontrarem espaços no Brasil foi buscar o conhecimento que estava dando certo na Europa. E mais importante que isso, foi a capacidade de absorção deste conhecimento para em seguida aperfeiçoá-lo e produzir o conhecimento próprio.

“Acredito que muita coisa veio da Europa. Hoje os treinadores Europeus tentam estudar mais o jogo, o que os treinadores da velha geração não os faziam. Os da nova buscam o conhecimento e acredito que estes técnicos já estão num nível de produzir seu próprio conhecimento. Esse é um ponto que gosto de frisar. Nós aqui no Brasil já produzimos nosso próprio conhecimento porque se você pegar o treinamento de um Mourinho, do Guardiola e querer aplicar aqui é tranquilo de fazer. Agora a gente já deu um passo a frente disso, já estamos produzindo nosso próprio conhecimento de tanto estudar, treinar e botar em prática os exercícios. Chegamos a um nível onde podemos pensar o que o time precisa e conseguimos desenvolver e criar um treinamento que entendemos ser adequado”, analisou Gomes.

Para finalizar o bate papo com Thiago Gomes questionamos sobre a evolução do futebol estar baseada em informações que vários seguimentos repassam para quem elabora o trabalho do dia a dia dos treinadores.

“Hoje trabalhar com um futebol de alto rendimento sem usar a estatística ou sem usar a ciência é inviável. O futebol evoluiu para um lado que a gente precisa somar e unir várias psicologias, várias matérias de pesquisa e ter cada vez mais um número de informações porque o grau de dificuldade nas competições esta cada vez maior”, finalizou Thiago Gomes.