Auxiliar, filho de Tite defende trabalho da comissão técnica e diz ver evolução no Santos
Desde que assumiu o time, a atual comissão disputou 13 partidas, com quatro vitórias, quatro empates e cinco derrotas.
A campanha inclui 11 jogos pelo Campeonato Brasileiro e dois pela Copa do Brasil, competição da qual o clube foi eliminado nos pênaltis pelo CRB.
Santos, SP, 07 (AFI) – Em meio ao ambiente conturbado que cerca o Santos, o auxiliar Matheus Bachi, integrante da comissão técnica comandada por Cleber Xavier, saiu em defesa do trabalho desenvolvido nas últimas semanas no clube. Em entrevista ao canal De Olho no Peixe, o filho de Tite — que hoje atua como parte do estafe técnico independente — falou sobre os números da equipe, os avanços observados internamente e a expectativa para o confronto contra o Cruzeiro, neste domingo (10), no Mineirão.
Desde que assumiu o time, a atual comissão disputou 13 partidas, com quatro vitórias, quatro empates e cinco derrotas. A campanha inclui 11 jogos pelo Campeonato Brasileiro e dois pela Copa do Brasil, competição da qual o clube foi eliminado nos pênaltis pelo CRB. O desempenho irregular, somado à instabilidade administrativa, pressiona por mudanças, mas Matheus preferiu focar nos dados mais recentes para destacar o que considera um processo de crescimento.
“Nos últimos seis jogos, a gente tem a sexta pontuação do campeonato; nos últimos dez, temos a oitava”, argumentou o auxiliar. “Oscilações vão vir, mas o nosso trabalho está sendo bem feito. Estamos no caminho certo.”
Apesar da vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, o clima segue de desconfiança. O técnico Cleber Xavier ainda não teve seu futuro garantido, e a diretoria mantém conversas com Jorge Sampaoli, que treinou o Santos em 2019 e é tratado internamente como opção concreta. A possível troca no comando se insere num cenário de reformulação constante, que já impactou diretamente o desempenho da equipe nas últimas temporadas.
Matheus também reforçou que o grupo técnico vem tentando implementar uma visão mais ampla de evolução, além dos resultados imediatos. “Se a gente olhar o macro um pouquinho maior do que só o anteontem ou o que recém aconteceu, a gente vai ver que tem uma evolução de trabalho, tem uma evolução de equipe”, disse.
A entrevista serviu ainda como uma tentativa de blindar o ambiente no vestiário e manter o foco para a partida em Belo Horizonte, que fecha o primeiro turno da Série A. “A gente não controla o resultado, a gente controla o nosso trabalho no dia a dia, o que passamos aos atletas e o que eles passam para nós. Estamos fazendo de tudo para tirar o Santos de um lugar onde não deve estar e não vamos voltar para lá”, concluiu.
SITUAÇÃO DO SANTOS
O Santos entra na 19ª rodada com 20 pontos, fora da zona de rebaixamento, mas sob ameaça direta. A partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, é tratada como decisiva para a permanência de Cleber Xavier no cargo — e, talvez, para o rumo da temporada.





































































































































