Atuações: Redenção de Júlio César e Oscar novamente apagado

O arqueiro brasileiro pegou duas cobranças de pênalti e vai recuperando a confiança da torcida brasileira

Foi duro, foi no sufoco, foi sofrido, foi graças a Júlio César, mas o Brasil está classificado às quartas de final da Copa do Mundo.

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Campinas, SP, 28 (AFI) – Foi duro, foi no sufoco, foi sofrido, foi graças a Júlio César, mas o Brasil está classificado às quartas de final da Copa do Mundo. Jogando diante de um Mineirão lotado, os anfitriões não corresponderam ao esperado e empataram no tempo normal por 1 a 1, com gol contra de Jara e de Sanchez. Nos pênaltis, o arqueiro brasileiro brilhou e pegou dois pênaltis garantindo a Seleção na próxima fase.

A partida serviu para mostrar que o Brasil precisa melhorar em muitos pontos, como a dependência de Neymar, mas também mostrou que alguns jogadores podem recuperar a confiança dos torcedores, casos de Júlio César e Daniel Alves. Diante de Uruguai ou Colômbia, será preciso atenção redobrada e um melhor desempenho geral.

Maior portal de futebol do Brasil, o Portal Futebol Interior também fez a sua análise e deu a nota pelas atuações dos jogadores. Confira!

Júlio César – Nota 9
Sob muitos olhares desconfiados, Júlio César finalmente provou seu valor para a Seleção Brasileira. No tempo normal, não teve culpa no gol sofrido e fez um verdadeiro milagre. Já na disputa dos pênaltis, pegou duas cobranças e garantiu a classificação do Brasil às quartas de final da Copa do Mundo.

Daniel Alves – Nota 6
Diferente das outras partidas onde passou grande insegurança para a defesa e mal conseguiu apoiar no ataque, Daniel Alves parece ter deixado as criticas de lado para fazer uma partida ao menos regular. Seguro na defesa, ele foi uma das válvulas de escape da Seleção e aos poucos, pode recuperar a confiança do torcedor brasileiro.

Thiago Silva – Nota 6
Mais uma vez seguro na defesa, Thiago Silva fez o que já era esperado pelos torcedores presentes no Mineirão. Considerado um dos melhores zagueiros do mundo, mostrou ter bom entrosamento com David Luiz e não se complicou.

David Luiz – Nota 7
Ao lado de Thiago Silva fez novamente uma partida segura. Sem dar espaço para os atacantes chilenos, ainda conseguiu chegar bem ao ataque e participou diretamente do lance do gol, que foi dado para ele, mas que bateu em Jara antes de entrar. Com dores nas costas, foi um exemplo de superação e jogou até o final. Marcou um dos três gols das cobranças de pênaltis.

Marcelo – Nota 6
Menos criticado do que Daniel Alves, Marcelo também vinha sofrendo com a desconfiança dos torcedores. Diante do Chile, criou boas jogadas e não se omitiu. Na defesa, correspondeu a expectativa. Tem lugar garantido no time titular de Felipão.

Luiz Gustavo – Nota 6,5
Motorzinho do Brasil, Luiz Gustavo fez um grande primeiro tempo com diversos desarmes e muitas vezes apoiando o ataque com qualidade. No segundo tempo, caiu de produção assim como todo o restante do time e cometeu uma falta violenta que lhe rendeu um cartão amarelo que o suspendeu para o próximo jogo.

Fernandinho – Nota 5
Diferente da partida contra Camarões, em que apareceu e fez bem a transição entre defesa e ataque, o que lhe garantiu a titularidade no lugar de Paulinho, Fernandinho não foi tão bem contra o Chile. No primeiro tempo pareceu afobado e cometeu muitas faltas. No segundo sentindo dores acabou substituído por Ramires.

Ramires – Nota 5
Entrou no lugar de Fernandinho, mas não mudou muito o ritmo do jogo. Conhecido por sua boa chegada pelo setor direito do campo,pouco conseguiu produzir contra o meio-campo do Chile que dominou facilmente o Brasil.

Oscar – Nota 3
Veio para a Copa do Mundo para ser o principal meia da Seleção. Oscar seria teoricamente o homem de criação, mas até agora, apenas jogou na primeira rodada, diante da Croácia. Assim como contra México e Camarões, o meia pouco apareceu e esteve mais perdido em campo do que qualquer outro atleta. Estranhamente permanece no time titular.

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William – Nota 4,5
Muito pedido pela maioria da torcida no lugar de Oscar, William entrou no lugar do meia apenas no segundo tempo da prorrogação. Pouco conseguiu produzir e ainda bateu de maneira displicente um dos pênaltis que foi para fora.

Hulk – Nota 5
O atacante viveu diversos momentos dentro do jogo entre Brasil e Chile. Foi o grande responsável do gol chileno após tocar bola curta para Marcelo, mas depois se recuperou e foi o jogador brasileiro que mais chamou a responsabilidade. Com bons chutes de esquerda, chegou até mesmo a marcar um gol, porém, o árbitro anotou falta no lance. Já nas cobranças de pênalti, bateu mal, meia altura, no meio do gol e facilitou a defesa do goleiro Bravo.

Neymar – Nota 6
Procurou o jogo e não se omitiu, mas jogou bem menos do que se é esperado de Neymar. Muito prezo na marcação chilena, caiu de produção no segundo tempo como todo o time. Nas cobranças de pênalti, mostrou ter sangue frio e converteu sua cobrança em momento decisivo.

Fred – Nota 4
Marcou diante de Camarões e parecia que voltaria a apresentar o bom futebol da Copa das Confederações. Doce ilusão. Sem ritmo, sem movimentação, sem nada! Fred foi presa fácil para a fraca defesa chilena, para piorar, pouco recebeu a bola. Apenas permanece como titular da Seleção Brasileira porque seu reserva, Jô, tem ainda menos qualidade.

Jô – Nota 4
A alteração de Fred por Jô não mudou em nada o desempenho da Seleção Brasileira. Nas poucas chances que teve, não conseguiu aproveitar. Ainda não mostrou para que veio e deve continuar na reserva do atacante do Fluminense.

Luiz Felipe Scolari – Nota 3
Conhecido pelo seu estilo motivacional, Felipão levou um verdadeiro nó tático do técnico chileno, Jorge Sampaoli. Depois de um bom primeiro tempo, perdeu totalmente o meio-campo no segundo e ao invés de sacar Oscar que estava perdido, tirou Fred que não recebia bolas, para colocar Jô. Ainda tirou o lesionado Fernandinho para a entrada de Ramires que pouco mudou o estilo de jogo e optou por William apenas no segundo tempo da prorrogação no lugar de Oscar. Para piorar, o ex-corinthiano que entrou para cobrar pênalti, chutou para fora.

Chile – Nota 7
O Chile não se classificou às quartas de final, mas jogou melhor do que o Brasil durante boa parte do confronto. Sem se intimidar com o Mineirão lotado, a equipe comandada por Jorge Sampaoli ganhou facilmente o meio-campo e não sofreu grande pressão dos brasileiros. Poderia ter se classificado se a bola chutada por Pinilla não tivesse explodido no travessão já no minuto final da prorrogação.