Atuações: Neymar perde pênalti, mas rouba a cena mais uma vez
Camisa 10 foi mais uma vez o dono do jogo em partida disputada em Itaquera
Camisa 10 foi mais uma vez o dono do jogo em partida disputada em Itaquera
São Paulo, SP, 29 (AFI) – A Seleção Brasileira é, e sempre será, o maior orgulho no futebol brasileiro. Nesta quarta-feira os comandados de Tite venceram o Paraguai por 3 a 0 na 15ª rodada das Eliminatorias Sul-Americanas para a Copa do Mundo e mais uma vez animaram o torcedor da Arena Corinthians. Neymar, Marcelo e Phillipe Coutinho marcaram os gols, um mais bonito que o outro. O grande destaque mais uma vez foi o camisa 10, que jogou com a faixa de capitão.

O craque do Barcelona desperdiçou um pênalti no início do segundo tempo e ainda assim conseguiu afastar as criticas com um golaço minutos depois. Os destaques negativos ficaram para Renato Augusto e Marcelo, que produziram muito abaixo do que o torcedor está acostumado a acompanhar. O Portal Futebol Interior esteve na Arena Corinthians para analisar nos detalhes mais uma vitória da Seleção Brasileira.
Numa breve análise é possível ver o esquema compacto que Tite conseguiu implementar no Corinthians em 2012. O time quando está sem a bola joga com uma linha de cinco, com Casemiro fixo entre os zagueiros, além de Renato Augusto e Paulinho mais a frente. Os laterais Fagner e Marcelo tem muita responsabilidade na marcação e sobem sempre com a consciência da recomposição. Neymar é o jogador com mais liberdade.
Goleiro: Alison. Nota: 7
Pouco apareceu no primeiro tempo, por pura incompetência do Paraguai. Nas duas vezes que teve a oportunidade de marcar, a albirroja mandou muito longe da meta brasileira. A primeira vez que tocou a bola foi aos 25 minutos do segundo tempo, quando saiu do gol para afastar uma cobrança de falta pelo alto. No mais, poderia ter ficado em casa descansando.
Lateral: Fagner. Nota: 8
Não sentiu o peso da camisa verde e amarela, principalmente por estar na Arena Corinthians, onde se sente em casa. Aplicou dois chapéus só no primeiro tempo, apareceu com segurança na saída de bola e não falhou uma vez se quer na marcação. Suas decidas ao campo de ataque ajudavam Paulinho, que frequentemente caiu pelo seu lado.

Zagueiro: Marquinhos. Nota: 7
Jogou apenas os 45 minutos iniciais e não prejudicou em nenhuma oportunidade. Saiu no intervalo para a entrada de Thiago Silva, que não pisava na Arena Corinthians desde a Copa do Mundo. Marquinhos em si fez o que se esperava de um zagueiro: passou segurança, não brincou e, quando teve a oportunidade, conseguiu sair jogando.
Zagueiro: Miranda. Nota: 8
Não há mais barreiras que possa tirar Miranda na Copa do Mundo da Rússia como titular do Brasil – sem zicar. É um dos jogadores deste grupo que já pode comprar a passagem para Moscou. Foi mais uma vez o organizador defensivo da Seleção e conseguiu dividir bem a função com Casemiro e Marquinhos – mais tarde Thiago Silva.
Lateral: Marcelo. Nota: 7
Uma das suas piores atuações na temporada. Pouco apareceu no primeiro tempo e os passes que tentou não saíram com sucesso. É um jogador experiente e poucas vezes falhou vestndo a amarelinha, mas hoje ficou devendo justamente pelo potencial que o torcedor já está acostumado a ver. Quando recebeu um belo passe de Firmino, bateu mascado com o goleiro e marcou o terceiro gol do Brasil.
Volante: Casemiro. Nota: 8
Que homão da &#!@&. Sem a bola, Tite arma a Seleção no 5-2-3, com Casemiro praticamente jogando como terceiro zagueiro. Nas jogadas ofensivas, consegue passar toda a confiança para soltar Renato Augusto e Paulinho um pouco mais a frente, chegando como “homens de trás”, para surpreender a marcação. Se já não bastasse, foi fundamental para iniciar as jogadas.
Volate: Paulinho. Nota: 9
Paulinho é, hoje, o segundo volante que o Brasil passou tanto tempo procurando. Tem a muita técnica para ser um marcador firme e ainda assim tem uma chegada incrível na grande área. Francisco Arce com certeza passou diversos vídeos para os paraguaios, explicando a atuação do camisa 15, e ainda assim o jogador conseguiu surpreender o adversário em mais de uma oportunidade, principalmente pelo lado direito.
Meia: Renato Augusto. Nota: 6
Para o torcedor do Corinthians que comprou o ingresso achando que veria o Renato Augusto de outras épocas, se surpreendeu com a nova disposição tática do jogador. Nesta quarta-feira Tite o escalou praticamente como um terceiro volante. Ele pouco entrou na grande área e também não apareceu em nenhuma jogada ofensiva, nem mesmo para arriscar os times de longa distância.
Atacante: Firmino. Nota: 6
Apagado. Foi facilmente marcado pelos Paraguai, não conseguiu mostrar aquela animação que gerou em torno da sua convocação e muito mais repetir o futebol que mostra na europa. Com a retranca do adversário, ficava sempre atrás do primeiro volante e no meio dos zagueiros. A primeira vez que apareceu acertou um lindo toque para Marcelo marcar o terceiro gol do Brasil. Saiu logo em seguida para a entrada de Diego Souza.
Atacante: Coutinho. Nota: 7
Esse sim mostrou algo muito parecido com o que se viu no Liverpool. Rápido, conseguia confundir a marcação e ainda era fundamental para a sua defesa. Voltou frequentemente até a intermediária para roubar a bola e puxar o contra-ataque. Numa dessas oportunidades, aos 34 minutos do primeiro tempo, arrancou, tirou da marcação e tabelou com Paulinho. De primeira bateu de perna esquerda e venceu o goleiro do Paraguai. Saiu no finalzinho para a entrada de William.

Atacante: Neymar. Nota: 9
Não dá pra ficar rasgando elogios para Neymar, sem fugir do mesmo. O camisa 10 é fundamenal no esquema de Tite. Ele volta para buscar a bola e começar as jogadas. É a válvula de escape para os contra-ataques pela esquerda. Assumiu a “bronca” de ser o home das bolas paradas. E ainda jogou com a braçadeira de capitão – além de ter fugido durante os 90 minutos das faltas duras do Paraguai.
Foi o nome do jogo. Sofreu uma penalidade máxima no início do segundo tempo, mas não conseguiu marcar. No lance seguinte, poderia ter novamente balançado as redes, mas errou o ‘carrinho’ para empurrar a bola e também desperdiçou. Mas ele queria fazer o mais difícil. Num contra-ataque, tirou dois da marcação, puxou até a grande área e bateu mascado. O goleiro caiu batido e viu Neymar comemorar. Poderia ter feito mais um, mas a arbitragem invalidou um lance polemico. Independente: ele é o nosso 10.
Zagueiro: Thiago Silva. Nota: 7
Entrou no intervalo e não comprometeu, mas também não se destacou. Até porque o Paraguai expressou menos perigo que um jogo-treino contra os reservas. Fez o seu papel e segue com a desconfiança do torcedor. Aos poucos, se continuar na lista de Tite, pode ser um “reserva de luxo” ao grupo, já que técnica também não lhe falta.
Técnico: Tite. Nota: 9
Não há nenhum crítico do treinador. Acertou a marcação do Brasil, deixou Paulinho e Neymar com liberdade para trabalhar em seus setores, além de passar a confiança para Casemiro exercer um papel fundamental na defesa. Talvez ainda precise encontrar um bom reserva para Gabriel Jesus, já que Firmino não convenceu nesta quarta-feira. O atacante ex-Palmeiras e Manchester City, mesmo lesionado, é o titular da Seleção. Mas elenco ganha Copa, não time.
Como não fez nenhuma mudança que mexeu com o jogo, já que William e Diego Souza entraram muito no final do jogo e Thiago Silva pouco apareceu, não pode ser julgado pelas trocas. Sua nota é pela disposição tática do Brasil, que não dá espaços ao adversário e consegue jogar numa compactação que não se vê, infelizmente, no futebol brasileiro.






































































































































