ATUAÇÕES: Fernando Prass foi o ponto alto do Palmeiras na vitória do Santos na decisão da Copa do Brasil

Pelo lado santista, o grupo se destacou, Gabriel mostrou boa recuperação, Renato consistente e Dorival Júnior ótimo comando técnico

Pelo lado santista, o grupo se destacou, Gabriel mostrou boa recuperação, Renato consistente e Dorival Júnior ótimo comando técnico

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Santos, SP, 26 (AFI) – O Santos ficou com gostinho de “quero mais” após o apito final da partida de ida da grade decisão da Copa do Brasil. O Peixe derrotou o Palmeiras, por 1 a 0, na Vila Belmiro, mas já podia ter liquidado a fatura. O Alvinegro foi arrasador, criou inúmeras oportunidades, mas encontrou Fernando Prass em uma noite inspirada.

O goleiro do Palmeiras foi o grande destaque da partida com, ao menos, dois milagres. Sofreu o gol, mas foi o responsável por deixar o Verdão vivo na briga pelo título. Pelo lado do Santos, Dorival Júnior soube montar o Peixe de uma forma para anular o Alviverde, fez alterações precisas e contou com o talento de Gabriel, que também desperdiçou uma penalidades, para sair na frente. Renato foi outro que se destacou.

SANTOS

Vanderlei –Não trabalhou. Falhou logo no início, mas Jackson não conseguiu converter. O restante da partida, só assistiu. Nota: 4,5.

Victor Ferraz – Com todo gás, fez o que quis pelo lado direito de campo. Assim como Marquinhos Gabriel fez um grande primeiro tempo. Cansou no fim e deixou Zé Roberto crescer. Nota: 6.

David Braz – Poderia ter entregado o ouro ao adversário. Pegou Barrios dentro da área, mas passou batido pela arbitragem. Com o atacante do Verdão isolado no ataque, não teve muito trabalho. Nota: 5.

Gustavo Henrique – Fez uma partida discreta. Marcou bem, porém, deu um contra-ataque de bandeja para o Palmeiras, bola que ficou nos pés de Rafael Marques. Único erro. Foi eficiente. Nota: 5,5.

Zeca – Foi uma grata revelação do Santos na temporada. Não deixou Lucas aparecer e ainda conseguiu arriscar algumas bolas para o gol. Mostrou porque vem sendo testado na seleção de base. Nota: 6,5.

Jackson fez um partida regular a ajudou a parar Ricardo Oliveira
Jackson fez um partida regular a ajudou a parar Ricardo Oliveira

Thiago Maia – Faz uma grande dupla com Renato. Thiago Maia não é aquele jogador que aparece muito, mas sabe parar os ataques rivais. Fez muito bem o seu papel. Nota: 6,5.

Renato – Renato ainda é aquele que apareceu no Santos em 2002, mas ainda mais experiente. Tem um toque de bola refinado, dá uma proteção defensiva perfeita, e também faz falta quando preciso. Não deixou Dudu e Robinho aparecerem. Nota: 7.

Marquinhos Gabriel – Fez um primeiro tempo brilhante. Era o melhor jogador do Santos. Sofreu forte marcação, se desvencilhou delas, mas faltou um pouco mais de sorte para concluir a gol. Caiu de produção no fim. Nota: 6.5

Lucas Lima – Não foi o 10 de boa parte do Brasileirão, mas ainda dá calafrios nos jogadores do Palmeiras. Mesmo não tendo feito uma grande partida, criou com extrema facilidade e ainda cavou a expulsão de Lucas. Nota: 6,5.

Gabriel – Foi dele as melhores chances de gol do Santos. Desperdiçou a penalidade máxima – mandou na trave -, mas fez o gol decisivo, após uma bela jogada. Viveu a noite de artilheiro na Vila Belmiro. Nota: 7.

Ricardo Oliveira – Conseguiu fazer o pivô em alguns momentos, mas ficou longe das boas atuações que o deixaram como artilheiro do Brasileirão. Sofreu o pênalti, cometido por Arouca, logo no início da partida. Nota: 6.

RESERVAS

Geuvânio – Entrou bem, deu correria na defesa do Palmeiras e recolou o Santos ao ataque. Fez boas jogadas, mas sentiu o campo molhado no fim. Nota: 6.

Neto Berola – Entrou no fim. Até conseguiu fazer boas jogadas, mas nada que pudesse ter uma melhor avaliação.

Nilson – Poderia ter saído como herói. Só poderia, recebeu sem goleiro, no último lance da partida, e mandou para fora. Como só fez isso, ficou sem avaliação, melhor.

Técnico: Dorival Júnior- Sabe fazer o time do Santos jogar. Fez alterações precisas, que só não deu resultado por falta de sorte. O Peixe na Vila é invencível sob o seu comando. Nota: 7,5.

PALMEIRAS

Fernando Prass – Foi o cara do Palmeiras. Contou com a sorte ao ver o pênalti cobrado por Gabriel bater na trave. Fora isso, fez inúmeras defesas, uma mais difícil do que a outra. Se não fosse ele, o Verdão estaria em maus lençóis. Nota: 8.

Lucas – Foi juvenil. Sofreu para cortar os avanços do ataque santista, errou muitos passes e, já suspenso do jogo de volta, não pensou duas vezes em chutar a bola em cima de Lucas Lima, que resultou em sua expulsão. Nota: 3.

Vitor Hugo – Depois de Prass, foi o que melhor jogou pelo lado alviverde. Segurou Ricardo Oliveira e mostrou ter um tempo de bola perfeito, com boas roubadas de bola. Teria uma melhor nota, mas cometeu um erro crucial no final da partida. Poderia ter custado caro. Sorte, que Nilson mandou para fora. Nota: 6.

Jackson – Como zagueiro, mostrou muita raça. Chegou junto nos atacantes santistas, mas, em alguns momentos, cometeu falhas bobas. Desperdiçou uma chance clara de gol no início de jogo. Nota: 6.

Zé Roberto – Teve muito preciosismo. Errou passes bobos e pareceu muito nervoso. Foi o cobrador de faltas do Palmeiras, mas também pecou nesse setor. Em alguns raros momentos, conseguiu fazer a bola rodar a acalmar os ânimos adversários. Nota: 4,5.

Matheus Sales –Promessa da base do Palmeiras, Matheus Sales sentiu a pressão de uma final. Ficou muito afobada e cometeu inúmeras faltas. Levou o cartão e obrigou Marcelo Oliveira sacá-lo na etapa final. Nota: 4.

Arouca – Voltando de contusão, Arouca, mais uma vez, fez uma bela partida pelo Palmeiras. Deu mais consistência ao meio de campo, que ainda ficou devendo. Não está com totais condições, mas fez o seu papel. Nota: 6.0

Robinho – Pouco apareceu. Com o Palmeiras jogando como time pequeno, não conseguiu criar, até porque não é um típico camisa 10. Nota: 5.

Dudu – Não conseguiu jogar. Buscou a bola, tentou criar algumas jogadas, mas foi muito bem marcado. Ficou refém de um parceiro com quem possa trocas passes mais decisivos. Nota: 5,5.

Gabriel Jesus – Começou se movimentando bem, seria uma boa opção de ataque do Palmeiras, porém, sentiu o ombro em uma trombada com Lucas Lima e acabou sendo substituído logo no início. Sem avaliação.

Lucas Barrios – Barrios ficou devendo na primeira final da Copa do Brasil. O atacante não conseguiu fazer o pivô e acabou ficando muito parado, o que o deixou muito isolado. O lado positivo é que sofreu o pênalti de David Braz, não marcado por Luiz Flávio de Oliveira. Nota: 4,5.

RESERVAS

Kelvin – Entrou logo no começo no lugar de Gabriel Jesus. Puxou boas jogadas de contra ataque, mas falta melhorar na finalização. Caiu de produção no final, mas foi o jogador que mais apareceu no ataque. Nota: 5,5.

Amaral – Fez uma partida discreta. Foi facilmente driblado na jogada do gol de Gabriel. Como volante, mostra muitas falhas de marcação. Não vai se firmar no Palmeiras. Nota: 4.

Rafael Marques – Entrou no lugar de Lucas Barrios, mas participou de poucas jogadas. Foi prejudicado pelo modo de jogar da equipe. Sem avaliação.

Técnico: Marcelo Oliveira – Foi forçado a fazer todas as substituições, trocando seis por meia dúzia. A equipe, porém, mostrou ser muito inconsistente, cometeu erros grotesco e não conseguiu adotar um estilo de jogo ainda neste ano. Está devendo. Nota: 4,5.