Atlético-MG repudia música homofóbica da sua própria torcida
Poucas horas após o apito final, o clube teve que se posicionar oficialmente contra a música
O clássico mineiro mostrou ‘cenas lamentáveis’ ao futebol brasileiro no último final de semana
Belo Horizonte, MG, 17 (AFI) – O clássico mineiro mostrou ‘cenas lamentáveis’ ao futebol brasileiro no último final de semana. Durante o intervalo no Mineirão, uma parte da torcida do Atlético-MG cantou para os rivais do Cruzeiro: “Ô cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar viado”, em alusão ao candidato a presidente Jair Bolsonaro, do PSL, acusado de homofobia. A canção incita a violência contra homossexuais e gerou enorme repercussão nas redes sociais.
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Poucas horas após o apito final, o Atlético-MG teve que se posicionar oficialmente contra a música: “O CAM lamenta profundamente as manifestações homofóbicas de parte dos torcedores, no jogo deste domingo, no Mineirão. Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito ou de incitação à violência”. Depois, completou: “A maior torcida de Minas é composta por pessoas de todas as classes sociais, raças e gêneros, não cabendo qualquer tipo de discriminação. Isso não faz parte da nossa gloriosa história”.
O clube também republicou um vídeo que combate ‘qualquer tipo de preconceito’, que foi postado no dia 23 de agosto, mas se encaixou muito bem no contexto – o vídeo faz parte de uma campanha do clube para diminuir o preconceito dentro das torcidas de futebol.
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“O Galo é a paixão do povo. A nossa essência sempre foi a mistura. Mistura de cores, mistura de classes, mistura de gêneros. Aqui não tem dia específico para homenagear uma causa ou enfrentar a discriminação. Aqui todo dia é dia de combater a intolerância, o desrespeito, a violência. Aqui não tem espaço para o preconceito. Aqui tem espaço para todo mundo”, diz um trecho do vídeo.
Apesar da resposta pertinente do Atlético-MG, o clube ainda pode ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD), de acordo com o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que prevê punição a qualquer “ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.





































































































































