Atlético-MG 1 x 1 Cruzeiro - Raposa é bi invicta no Mineiro

Belo Horizonte, MG, 03 (AFI) – O Cruzeiro é bicampeão mineiro. Após a acachapante vitória por 5 a 0 na primeira partida, a Raposa somente cumpriu tabela neste domingo. Com o Mineirão lotado em sua maioria por cruzeirenses, o time de Adilson Batista aproveitou o destempero do rival Atlético, que teve Emerso Leão e Carlos Alberto expulsos, e fez o suficiente para empatar por 1 a 1.
Em campo, o Galo teve um início melhor e até abriu o placar com o estreante Fabiano (ex-São Paulo e Santos). O empate cruzeirense, com Kléber, não tardou. Diego Tardelli ainda marcou o segundo gol atleticano, mas o tento foi anulado. Inconformado, Leão reclamou muito com o árbitro Leonardo Gaciba e acabou expulso. O destempero do treinador atingiu o time, que não esboçou reação no segundo tempo.
Este foi o 36º título estadual do Cruzeiro, que, desta forma, aumenta sua superioridade nos últimos 20 anos e diminui a diferença para o rival Atlético. Nas duas últimas décadas, os cruzeirenses conquistaram dez estaduais, contra sete do Galo. América (93 e 2001) e Ipatinga (2005) completam a lista dos últimos campeões.
Superioridade azul e branca!
Ainda, o Cruzeiro venceu o Supercampeonato Mineiro em 2002, o que aumenta sua série de conquistas estaduais. Fora isso, nos últimos 20 anos, o time celeste venceu uma Libertadores (97), duas Supercopas da Libertadores (91 e 92), uma Recopa Sul-Americana (98), duas Copas Sul-Minas (2001 e 2002), uma Copa Centro-Oeste (99), quatro Copas do Brasil (93, 96, 2000 e 2003) e um Campeonato Brasileiro (2003), além do vice-campeonato mundial, em 97.
Enquanto isso, o Atlético-MG só venceu uma Conmebol, em 97, pois o Brasileirão conquistado pelo alvinegro aconteceu somente em 1971. Nos Brasileirões, o Galo ficou sempre pelo caminho nos últimos anos, e só tem conseguido título estaduais.
Freguesia!
A goleada de 5 a 0 sobre o Atlético, na primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro, foi a sétima vitória consecutiva sobre o rival. O resultado igualou a maior série de vitórias que era do próprio Cruzeiro, no período de 1964 e 1965.
Sem falar que o Cruzeiro conquistou a maior série invicta diante do Atlético, superando as temporadas de 1966 e 1968. O time celeste completou 11 jogos sem perder para o arquirrival, com dez triunfos e um empate. O Galo, assim, não conquista uma vitória diante do rival desde 2004.
Invencível em casa!
Além de tudo isso, a Raposa manteve uma invencibilidade de oito meses e meio em casa. O último revés no Gigante da Pampulha foi no dia 14 de setembro de 2008, contra o Palmeiras, por 1 a 0, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. De lá para cá foram 22 jogos, com 19 vitórias e apenas três empates.
Galo tentou, mas…
O Atlético-MG entrou mais atento, aproveitando os erros e desfalques do meio-campo do Cruzeiro. Emerson Leão adiantou Júnior, que começou na lateral, mas passou a jogar quase como ponta. A estratégia acabou com a descida de Jancarlos pelo lado direito da Raposa.
Após anular as jogadas principais de seu adversário, o Galo pôde se concentrar em atacar. Aos 16 minutos, em sua primeira jogada ofensiva de sucesso, o Atlético abriu o marcador. Éder Luís fez boa jogada pelo lado esquerdo, foi à linha de fundo e deixou Fabiano livre somente para empurrar para as redes. Em sua estréia, o camisa 10 já deixou a sua marca.
A desvantagem, porém, não desanimou o Cruzeiro, que chegou ao empate quatro minutos mais tarde. Soares sofreu pênalti de Marcos, marcado em cima por Leonardo Gaciba. Em busca da artilharia, Kléber partiu para a cobrança e rolou rasteiro, no meio do gol, para marcar o seu 13º gol no Estadual, seis a menos que Diego Tardelli, até então sumido em campo.
Principal nome do Galo, o artilheiro do Estadual só foi percebido no final do primeiro tempo. Aos 43 minutos, Tardelli recebeu dentro da área e chutou forta para marcar o segundo gol atleticano, que foi anulado pelo bandeirinha, por alegação de impedimento. Leão reclamou muito e, ao apito final do árbitro, foi reclamar com Gaciba.
Destempero acaba com a reação!
As reclamações de Leão no intervalo surtiram efeito imediato logo no reinício da partida. O treinador atleticano foi expulso por Gaciba assim que voltou ao gramado do Mineirão. Irritado, o comandante saiu de campo atirando. “Precisa mudar tudo”, esbravejou Leão.
Pouco tempo depois, o Atlético perdeu mais uma peça importante. Aos seis minutos, Carlos Alberto fez falta violenta em Wagner e, como já tinha cartão amarelo, foi expulso. Com um a menos, o sonho de o Galo conquistar o título ruiu de vez.
O Cruzeiro passou a controlar a posse de bola e também ganhou tempo com as substituições. Adilson Batista tirou Soares e Jancarlos e colocou Wellington Paulista e Elicarlos, com o intuito de diminuir a velocidade e aumentar a cadência. A tática deu resultado e garantiu a conquista.

Antes do título se concretizar, a torcida do Cruzeiro ainda teve um motivo para explodir no Mineirão. O ídolo argentino Sorín voltou aos campos, ao substituir Fabrício, e participou da festa azul. A partida, porém, terminou de uma forma negativa. Welton Felipe e Wellington Paulista se envolveram em confusão e também foram expulsos.

Ficha Técnica
Atlético-MG 1 x 1 Cruzeiro
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte–MG
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Cartões Amarelos: Carlos Alberto, Rafael Miranda e Diego Tardelli (Atlético-MG); Wagner, Henrique, Jancarlos, Gérson Magrão, Kléber e Gustavo (Cruzeiro)Público: 38.186 pessoas
Renda: R$ 945.846,00
Cartões Vermelhos: Carlos Alberto e Welton Felipe (Atlético-MG); Wellington Paulista (Cruzeiro)
Gols: Fabiano aos 16’/1T (Atlético-MG); Kléber, de pênalti, aos 20’/1T (Cruzeiro)
Atlético-MG
Juninho; Marcos Rocha, Marcos, Welton Felipe e Júnior; Rafael Miranda, Carlos Alberto, Márcio Araújo e Fabiano (Júnior Carioca); Éder Luís e Diego Tardelli.
Técnico: Emerson Leão.
Cruzeiro
Fábio; Jancarlos (Elicarlos), Léo Fortunato, Gustavo e Gérson Magrão; Fabrício (Sorín), Henrique, Marquinhos Paraná e Wagner; Soares (Wellington Paulista) e Kléber.
Técnico: Adilson Batista.