Atlético Goianiense não é 'bicho papão', mas o que esperar da Ponte Preta?
O Dragão não se mostrou o 'bicho papão ' diante de um apenas voluntarioso Grazin Velho. E deu esperança à Ponte Preta.
E aí, será que o treinador Rodrigo Santana e o coordenador de futebol João Brigatti viram o mesmo jogo que a gente? O Dragão tem defeitos.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 13 (AFI) – Claro que o Departamento de Futebol da Ponte Preta acompanhou a vitória magra do Atlético Goianiense sobre o Gazin Velho-RO por 1 a 0, no Norte do País, na noite de quarta-feira.
E aí, será que o treinador Rodrigo Santana e o coordenador de futebol João Brigatti viram o mesmo jogo que a gente?
E você há de perguntar: dá pra cavar alguma chance da passagem da Ponte Preta à quinta fase da Copa do Brasil, quando enfrentar o ‘Dragão’ em Goiânia, na semana que vem?
Pois saiba que o vencedor desta partida vai receber um Pix da CBF no valor de R$ 2 milhões, oferecido a cada um dos 32 clubes participantes da quinta fase.
DRAGÃO TEM DEFEITOS
O Dragão não se mostrou o ‘bicho papão ‘ diante de um apenas voluntarioso Grazin Velho.
Apesar disso, fisicamente ele está bem à frente da Ponte Preta, e isso pode ser preponderante para derrotá-la.
Se você suspeitar que isso implica em descarte da Ponte Preta neste jogo, raciocinemos.
A resposta se escora no velho refrão que ‘jogo é jogado e lambari é pescado ‘, principalmente se recém-contratados ao elenco pontepretano acrescentarem coisas que pouco vimos contra o Guarany de Bagé.
DEFESA INSTÁVEL
A cara do atual Atlético Goianiense foi de deficiência no seu compartimento defensivo.
Bolas cruzadas contra a sua meta foram rebatidas de cabeça sem destino premeditado.
Houve abusos de ‘chutões’ dos defensores, que lembraram a Ponte Preta do Paulistão.
Quanto ao meio de campo, a coordenação ficou restrita ao criativo Christiano, mas bastou a bola chegar à beirada de campo, já no ataque, para que repetidos cruzamentos fossem rechaçados pela marcação do Gazin.
Então, se a Ponte Preta contasse com aquela pegada da reta de chegada da Série C do Brasileiro, da temporada passada, não seria exagero citá-la como credenciada para o desafio.
DAVID BRAZ E RODRIGO SOUZA
Todavia, como cravar confiança com o inconfiável zagueiro David Braz?
Como projetar adequada pegada se o volante Rodrigo Souza tem mostrado falta de mobilidade e chega atrasado na maioria dos combates?
Como esperar seguidas incursões ao ataque do lateral-direito Pacheco, se as pernas dele já estão pesadas?
Se desse pra cravar eficiência do volante Tarik nas pegadas, aumentaria o otimismo do pontepretano.
Claro que a troca de alguns titulares é imprescindível, uma delas que seja ‘sacado’ o atacante Diego Tavares, para se abrir espaço ao veloz Daniel Baianinho.
Assim, como acreditar que essa bolada de R$ 2 milhões, da quinta fase da competição, possa vir a Campinas?
A pobreza do futebol mostrada contra o Guarany de Bagé não a credencia, mesmo enfrentando um adversário sem os devidos ingredientes?
Então, que o seu treinador Rodrigo Santana possa tirar a carta escondida na manga e nos surpreenda com alternativas cabíveis.





































































































































