Atlético-GO exagera nas críticas e menospreza o Ceará

Fortaleza, CE, 8 (AFI) – Líder do Campeonato Brasileiro da Série B há três rodadas, o Atlético Goianiense perdeu para o Ceará, por 1 a Ao final do jogo, até o técnico Mauro Fernandes, que costuma ser equilibrado, também entrou na onda e culpou o juiz pela derrota.

mauro fernandes 0001 130”Ele (juiz) amarrou o jogo. Quem mexe com futebol sabe muito bem o que eu estou falando”, disse Fernandes.

O técnico, porém, voltou a fazer uma análise fria sobre o significado do resultado, que quebrou a série de quatro vitórias consecutivas dos atleticanos.

”É um resultado normal e não muda nossos planos. Não podemos perder a mão, porque nosso time está na briga pelo acesso”, disse Fernandes.

Ceará é o “bicho”
Na verdade, o Ceará é o time de maior ascensão, neste momento, dentro da Série B. Atingiu a incrível marca de 11 jogos invictos, igualando o recorde do Guarani, que teve um início fulminante e só não superou o Corinthians, que ano passado também ficou 11 jogos sem perder na Série B.

O curioso é que o Ceará começou atrás, com certa irregularidade. O time jogava bem, mas não somava os pontos necessários para arrancar na tabela. Aos poucos, o grupo ganhou confiança e, agora, pela primeira vez, está no G4, ocupando a terceira posição, com 29 pontos, três atrás dos líderes Atlético-GO e Vasco da Gama e um na frente do Guarani. Curiosamente, o time campineiro será o seu adversário, terça-feira, no Brinco de Ouro, em Campinas, pela 17.ª rodada.0, neste sábado à tarde, no Castelão, pela 16.ª rodada. Mas, pior do que a derrota, foi a maneira como seus dirigentes, comissão técnica e jogadores se manifestaram contra a arbitragem de Wagner Tardelli, do quadro da Federação de Santa Catarina. Houve exagero nas críticas e menosprezo ao poderio do Ceará, agora na terceira posição, com 29 pontos.

”O juiz foi mal intencionado e estou falando isso porque eu vi. Ele foi tendencioso e arrumou o jogo. É tudo podre, sujo, imoral. A gente tem que pensar para falar, mas é mesmo uma podridão”, acusou Adison Batista, diretor de futebol do time goiano, surpreendendo até mesmo membros da Imprensa de Goiânia que acompanharam a derrota.

O dirigente aproveitou os microfones para ir mais longe:

”Este juiz devia ter ombridade e entregar a carteira dele, mesmo porque já está quase estourando a idade. Nós vamos pegar esta fita, editar e mandar lá para o Sérgio Carvalho (?)” – o certo é Sérgio Correa, diretor da Comissão de Arbitragem da CBF.
Reclamações injustas

Os sete cartões amarelos e um vermelho aplicados contra os goianos foram, aparentemente, justos. Mas desde o primeiro tempo, vários jogadores atleticanos demonstraram uma preocupação excessiva contra o árbitro. Até mesmo inexplicável.

Fernandes embarcou na onda