Atletas de base da Portuguesa Santista contam com apoio psicológico
A psicóloga Amanda Farisco trabalha o emocional dos jogadores, buscando conter a ansiedade e aumentar os níveis de concentração e rendimento dentro de campo
A psicóloga Amanda Farisco trabalha o emocional dos jogadores, buscando conter a ansiedade e aumentar os níveis de concentração e rendimento dentro de campo
Santos, SP, 13 (AFI) – A Portuguesa Santista trabalha pautada na formação integral dos atletas das categorias de base, priorizando não somente o aspecto técnico, mas, também, o emocional. Por isso, mantém em sua comissão técnica uma profissional especialista no assunto: a psicóloga Amanda Farisco.
Na Briosa desde 2014, o trabalho que Amanda desenvolve com os atletas caminha na esteira do que o clube vem pregando nos últimos anos, em que o sucesso nas competições de base deve ser resultado de todo o processo de formação.
“Temos que pensar em desenvolvimento ao longo do campeonato. Eles têm que se desenvolver caminhando na competição. A prioridade não pode ser o resultado. É muito mais válido sair com base boa do que sair daqui ganhando com chutão”, explica a psicóloga.
O trabalho de Amanda, desenvolvido com as categorias Sub-11, Sub13, Sub-15 e Sub-17, consiste em trabalhar o emocional dos jogadores, contendo a ansiedade e aumentando os níveis de concentração e rendimento dentro de campo.
“Com o Sub-11 e o Sub-13 faço atividades mais lúdicas, mais coletivas. Uma coisa ou outra que é individual, porque eles são crianças ainda. Somente no Sub-15 e no Sub-17 eu atendo os meninos individualmente quando percebo uma necessidade. Isso acontece, principalmente, pós-jogo, quando eu já percebo alguma coisa no campo eu os chamo durante a semana para conversar”, detalha a psicóloga, que garante enxergar os resultados de seu trabalho ao longo do ano.

“No começo do ano, aplico alguns testes e depois eu vou revalidando ao longo do ano, pra ir acompanhando. A Psicologia não é uma ciência exata, mas percebo coisas que consigo mudar ao longo do tempo. Às vezes, estou vendo um jogo e vejo o goleiro falando. Daí lembro que antes esse goleiro falava pouco. Outro exemplo é quando o atleta arrisca alguma jogada, se mostrando seguro, se soltando mais… às vezes eles [jogadores] também trazem a informação pra mim, dizendo se estão ansiosos e inseguros”, explica.
Amanda garante que para o sucesso do trabalho conta com o apoio de outros profissionais que convivem diariamente com os atletas de base da Briosa: os treinadores.
“Se eu não tiver o treinador do meu lado, não faço nada. Eles me trazem material, principalmente dos mais novos, eles percebem o comportamento dos meninos porque estão o tempo todo com eles e eu não. Eu sempre converso com eles sobre que atividade vou fazer. O trabalho é 100% em parceria”, destaca.
ATLETAS PROFISSIONAIS
O trabalho de Amanda é desenvolvido exclusivamente nas categorias de base, mas existem psicólogos que trabalham com equipes profissionais. A psicóloga garante que também para os veteranos trabalhar o emocional é importante.
“Na base conseguimos fazer um trabalho de formação emocional e cognitiva. No profissional, o trabalho é mais assistencialista, muito mais de conter qualquer coisa que já tenha acontecido pra ajudar no desenvolvimento dentro de campo do que transformar e mudar. Mas o trabalho psicológico é muito importante na vida de qualquer pessoa, e principalmente em profissões em que há muita pressão. No caso do jogador profissional, por mais que ele seja adulto e tenha passado por muitas coisas, não sabemos se ele está sempre 100% preparado para a pressão de torcida, família, quando se lesiona… O trabalho no profissional é tão importante como na base”, conclui.





































































































































