Até esse desajustado time do Corinthians se prevalece sobre a Ponte Preta

Timão ganha de virada por 2 a 1

Até esse frágil time do Corinthians se prevalece sobre a Ponte Preta

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Cá prós nós: eta joguinho ruim na manhã/tarde deste domingo no Itaquerão!

Bastou o Corinthians jogar uma bolinha pra ganhar da Ponte Preta por 2 a 1, de virada.

Sim, o aguaceiro no segundo tempo prejudicou o jogo, porque a bola não rolou.

Ora e quando ela pôde ser rolada, quem a rolou com qualidade?

Bom primeiro tempo da Ponte Preta uma ova!

Não vão atrás de conversinhas aqui e acolá.

A Ponte criou apenas uma chance real durante o primeiro tempo.

E criou por falha clamorosa do zagueiro Jemerson, que o obstinado atacante João Veras soube como converter, em chute rasteiro e certeiro no canto esquerdo do goleio corintiano Donelli, aos 31 minutos daquele período.

Gente, o Corinthians foi horroroso tanto quando o gramado estava em condição razoável como encharcado.

Não conseguia trocar quatro passes com acerto e já perdia a bola, na maioria das vezes por erros individuais de seus jogadores.

E de posse de bola a Ponte não sabia o que fazer, exceto algumas arrancadas de seu atacante Moisés, diante da frágil marcação do improvisado zagueiro João Victor, na lateral-direita.

E se a Ponte achou um gol por falha de Jemerson, Luan mostrou postura de goleiro ‘braço curto’, ao aceitar chute do setor de meia esquerda de Matheus Vital, do Corinthians, aos 45 minutos, com início de jogada típica de futsal, em toques curtos, e ninguém dos pontepretanos para diminuir a distância, na tentativa de travar a finalização.

AGUACEIRO

No segundo tempo, aquele aguaceiro no Itaquerão transformou um jogo difícil de assistir em ‘peladona’, em que o atleta se livra da bola, para deixá-la cada vez mais distante de sua área.

De chutão pra cá e chutão pra cá, a coisa era conduzida até que os 31 minutos, quando imprudentemente o atacante de beirada Pedrinho, da Ponte Preta, fez carga desnecessária sobre Matheus Vital, dentro da área, em pênalti que o árbitro Raphael Claus demorou para assinar, provavelmente a espera de ajuda de auxiliares ou do VAR.

E o centroavante Jô do Corinthians, que havia substituído o irregular Antony, cobrou fraco, permitiu defesa parcial do goleiro Luan, mas, por sorte, a bola lhe ofereceu para o rebote. Assim, ele apenas a empurrou à rede.

PEDRINHO

Aí, só após os 35 minutos do segundo tempo o treinador pontepretano, Fábio Moreno, se deu conta que havia passado da hora de sacar Pedrinho, mas sem ganho na troca. Nas poucas vezes que Bruno Michel pegou na bola, não aconteceu absolutamente nada.

Sim, dirão que a Ponte ainda teve duas chances para reverter a vantagem do Corinthians, e estão certo.

Na saída ao ataque, na base do tudo ou nada, bola cruzada à área corintiana se ofereceu ao volante Dawhan, que, de cabeça, praticamente a recuou ao goleiro Donelli.

Registro, sim, para jogada individual de Moisés, ao driblar e envolver Jemerson, finalizar de forma convicta, mas a bola beijou o poste esquerdo do goleiro Donelli, e ficou assim.

DESFALQUES

Fábio Moreno lamentou ausências de titulares por lesões e Covid-19, para este jogo.

Ora, o que dizer o treinador Wagner Mancini, do Corinthians, obrigado a recorrer à base e com improvisações para colocar o seu time em campo?

Se a Ponte Preta estivesse minimamente organizada, com cara de equipe competitiva neste Campeonato Paulista, de certo aproveitaria a fragilidade do atual Corinthians, para trazer o resultado.

Todavia, voltou a se verificar morosidade na marcação daqueles que teoricamente deveriam fazer o cinturão de meio de campo, com seguidas perdas daquilo que se convencionou chamar de segunda bola; falta do organizador de jogadas; e sem saídas pelos lados do campo, para que fosse colocada em prática a esperada transição.

Assim, a Ponte viveu basicamente de contra-ataques puxados por Moisés. Afora isso, não venham com argumentos infundados, pois não têm validade