Ataque matador e meio de campo versátil: as armas do título do São Caetano na A2

O desempenho ofensivo é o que mais chama atenção, mas o ponto principal da equipe de Luís Carlos Martins é o equílibrio

O desempenho ofensivo é o que mais chama atenção, mas o ponto principal da equipe de Luís Carlos Martins é o equílibrio

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São Caetano do Sul, SP, 08 (AFI) – O São Caetano conquistou o acesso e foi campeão do Campeonato Paulista da Série A2 com uma campanha muito consistente e apresentando um futebol com a cara do técnico Luís Carlos Martins, conhecido como o Rei do Acesso. O ataque foi o setor que mais se destacou, mas no geral, o jogo coletivo prevaleceu.

Não há como negar que o desempenho ofensivo é o que mais chama atenção na análise da campanha da equipe. O Azulão terminou a sua participação com o melhor ataque da competição, com 40 gols marcados e com o atacante Carlão na artilharia, com dez gols marcados.

O centroavante pode ser o artilheiro, mas a força do ataque não se resume apenas a ele. Seu principal parceiro de ataque, Ermínio aparece na terceira colocação, com oito gols, e o reserva Lincom aproveitou bem as oportunidades que teve durante os jogos e foi às redes seis vezes. Depois de Lincom, o jogador com mais gols é Régis.

O volante marcou três vezes, duas no jogo do acesso e uma na final, o que mostra a força do elenco do time do ABC. Também é importante lembrar que os artilheiros não seriam nada sem os garçons. O principal deles é o lateral-direito Alex Reinaldo, com nove assistências, seguido de Paulo Vinícius, com sete.

O São Caetano foi campeão da Série A2. (Foto: Rodrigo Corsi / FPF)

O São Caetano foi campeão da Série A2. (Foto: Rodrigo Corsi / FPF)

O EQUILÍBRIO
Citados acima, Paulo Vinícius e Régis são exemplos da versatilidade do meio de campo montado por Luis Carlos Martins, que utilizou uma espécie de rodízio no setor, utilizando os atletas que melhor se encaixavam no esquema de jogo que ele tinha em mente.

Durante a competição, o treinador fez diversas combinações no meio com os seguintes jogadores: Régis, Esley, Paulo Vinícius, Ferreira e Paulinho Santos. Paulo Vinícius e Ferreira foram os que mais atuaram, com 20 e 18 jogos respectivamente.

Paulinho Santos e Esley jogaram dez partidas cada, enquanto Régis jogou apenas sete, ganhando mais espaço na reta final. Os três alternaram bastante de posição. Na vitória por 3 a 0 sobre o Rio Claro, no jogo do acesso, Esley começou jogando, mas Paulinho Santos entrou no decorrer do jogo. Na final, foi Ferreira quem ficou de fora para Esley e Paulinho jogarem juntos.

Quando o olha se volta para a defesa, o equilíbrio fica claro. Sandoval e Eduardo Luiz formaram a dupla de zaga titular, com Paes – e no início Lucas Frigeri, no gol. O sistema sofreu 22 gol, rendendo um saldo de 17, o melhor da competição.